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Bradesco lucra R$ 7,1 bilhões e alcança R$ 38 bilhões em receitas no 3º trimestre

Publicado 22/10/2026 • 18:45 | Atualizado há 36 minutos

KEY POINTS

  • Banco registra alta de 14,6% no lucro recorrente, com avanço da margem financeira e maior contribuição das receitas de serviços.
  • Carteira de crédito chega a R$ 1,15 trilhão, mas inadimplência sobe para 4,6% e pressiona despesas com provisões.
  • Bradesco conclui aumento de capital de R$ 10 bilhões, melhora eficiência e amplia operações digitais e de alta renda.

Foto: Divulgação / Bradesco

O Bradesco encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 7,109 bilhões, avanço de 14,6% em relação ao mesmo período de 2025 e de 0,8% ante o segundo trimestre. O lucro contábil foi igual ao recorrente no período, segundo o relatório financeiro divulgado pelo banco.

O crescimento veio acompanhado de receitas totais de R$ 38 bilhões, alta de 8,4% na comparação anual. A margem financeira total somou R$ 21,372 bilhões, crescimento de 14,2% em 12 meses e de 2,4% sobre o trimestre anterior, apoiada pela carteira de crédito e pelas operações de tesouraria.

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A rentabilidade medida pelo retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 16,1% no trimestre, desconsiderando o efeito do aumento de capital. Ao mesmo tempo, o índice de eficiência operacional recuou para 45,4%, melhora de 4,7 pontos percentuais em um ano, sinalizando menor peso relativo das despesas na operação.

Crédito cresce, mas inadimplência avança

A carteira de crédito expandida alcançou R$ 1,150 trilhão, crescimento de 11,1% em relação a setembro de 2025 e de 1,1% em três meses. O saldo das operações com pessoas jurídicas avançou 14,1% em um ano, enquanto a carteira de pessoas físicas cresceu 7,4%. O banco afirma que mantém concessões seletivas, com maior participação de linhas garantidas.

A inadimplência de operações com atraso superior a 90 dias subiu para 4,6%, aumento de 0,3 ponto percentual frente a junho e de 0,5 ponto em um ano. Segundo o Bradesco, parte relevante da deterioração veio de operações de capital de giro de micro, pequenas e médias empresas com garantias de fundos federais, além de atrasos sazonais nas operações do Banco John Deere.

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As despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD expandida) atingiram R$ 10,642 bilhões, alta de 24,3% em um ano e de 6,6% sobre o trimestre anterior. Com isso, a margem financeira líquida de PDD recuou 1,4% em três meses, apesar do crescimento da margem financeira bruta.

Tesouraria, serviços e controle de despesas

A margem financeira com clientes chegou a R$ 20,497 bilhões, crescimento anual de 10,1%, enquanto a margem com mercado avançou de R$ 673 milhões no segundo trimestre para R$ 875 milhões no terceiro, aumento de 30%. O banco atribui esse desempenho à gestão de ativos e passivos e às mesas de tesouraria.

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As receitas com prestação de serviços somaram R$ 10,924 bilhões, aumento de 4,2% em relação ao trimestre anterior e de 3,1% em um ano. Entre os destaques apontados pela instituição estão cartões, administração de fundos, consórcios, mercado de capitais e assessoria financeira.

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As despesas operacionais totalizaram R$ 16,316 bilhões, redução de 1% na comparação anual. Despesas de pessoal e administrativas somaram R$ 13,1 bilhões, alta de 1,8% em 12 meses, abaixo do crescimento das receitas. O controle de custos faz parte do plano de transformação operacional da instituição.

Seguros, capital e transformação digital

O grupo segurador registrou lucro líquido recorrente de R$ 2,9 bilhões, crescimento de 14,1% em relação ao terceiro trimestre de 2025. O retorno recorrente sobre o patrimônio médio do segmento ficou em 22%, apesar da queda trimestral de 8,6% no resultado das operações de seguros, previdência e capitalização.

O Bradesco informou ter concluído o aumento de capital de R$ 10 bilhões e obtido aprovação do Banco Central para a operação. Também destinou R$ 4,1 bilhões em juros sobre capital próprio aos acionistas no terceiro trimestre, reforçando a combinação de capitalização e remuneração aos investidores.

Na frente digital, a instituição superou 45 milhões de clientes totalmente digitais e informou que o Bradesco Principal, segmento de alta renda, alcançou mais de 500 mil clientes e 93 escritórios em setembro. O banco também relata maior uso de inteligência artificial, ampliação de equipes tecnológicas e desenvolvimento de jornadas digitais.

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Na agenda de sustentabilidade, o Bradesco atingiu 95,6% da meta de direcionar R$ 450 bilhões a negócios sustentáveis até o fim de 2026. A instituição também informou a alocação de R$ 3,6 bilhões em projetos no âmbito do Eco Invest Brasil, envolvendo transição energética, saneamento, infraestrutura e bioeconomia.

Para os próximos períodos, o banco mantém postura cautelosa na concessão de crédito diante de juros elevados, maior comprometimento da renda das famílias e desaceleração econômica. A estratégia declarada é combinar disciplina de risco, diversificação de receitas e execução do plano de transformação.

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