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Febraban Tech: Pix pode ganhar nova camada com IA agêntica, diz diretor de produtos do Bradesco Marcos Cavagnoli
Publicado 26/08/2026 • 21:34 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 26/08/2026 • 21:34 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O Pix pode entrar em uma nova etapa com o avanço da inteligência artificial agêntica, capaz de usar o sistema de pagamentos dentro de jornadas automatizadas e baseadas no contexto de cada cliente, afirmou Marcos Cavagnoli, diretor de produtos digitais do Bradesco.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC durante a Febraban Tech 2026, Cavagnoli disse que o banco já pesquisa aplicações que combinem agentes de IA com o Pix, aproveitando a velocidade e a ampla adoção do meio de pagamento no Brasil.
“O Pix naturalmente já caiu no gosto do brasileiro. A taxa de uso dele é muito alta e toda a velocidade dele e a capacidade de estar atuando em diversas frentes fazem dele um espaço muito importante para uma eventual agentificação”, afirmou.
Segundo o executivo, a chamada agentificação envolve criar uma estrutura de contexto capaz de permitir que interações de pessoas físicas ou jurídicas utilizem o “trilho” do Pix de forma mais automatizada.
“Naturalmente é algo que a gente, como banco, está pesquisando e espera poder desenvolver para nossos clientes”, disse.
Cavagnoli também vê o Open Finance como uma das principais fontes de informação para ampliar a personalização dos serviços financeiros.
“O Open Finance vai passar, na minha opinião, a ser um grande alimentador de contexto, não só do banco onde o cliente está, mas desse contexto que ele traz dos outros bancos”, afirmou.
Segundo ele, o compartilhamento de dados permite às instituições compreender melhor o perfil e as necessidades dos clientes.
Para Cavagnoli, o consumidor não está interessado no Open Finance como infraestrutura, mas no benefício concreto que pode receber a partir das informações compartilhadas.
“O cliente quer um benefício, quer um crédito melhor, um crédito mais rápido, fazer uma transação num contexto também com menos passos. É isso que importa na visão do cliente”, disse.
A integração entre Open Finance e inteligência artificial, segundo o diretor, pode aumentar o valor gerado a partir desses dados já em 2026 e principalmente nos próximos anos.
O executivo afirmou que a evolução dos produtos digitais dependerá não apenas dos modelos de inteligência artificial, mas da capacidade das instituições de fornecer a eles informações organizadas e relevantes.
Ele citou conceitos como engenharia de contexto e harness engineering, que envolvem definir parâmetros sobre memória, dados, histórico e conexões que orientam o funcionamento da IA.
“Para você poder dar essa experiência para o cliente em algo feito pela inteligência artificial, nós vamos ter que ensinar esse contexto, esse conjunto de uma forma muito otimizada para a inteligência”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCSegundo Cavagnoli, essa camada poderá se transformar em uma nova inteligência das empresas, combinando tecnologia com o conhecimento acumulado pelas equipes.
“A nova inteligência das empresas vai ser, no fundo, uma evolução de uma inteligência híbrida entre a inteligência artificial e o conjunto de pessoas que vai criando e aperfeiçoando isso”, disse.
Cavagnoli também afirmou que o perfil do consumidor brasileiro favorece uma adoção rápida de novas ferramentas.
“O cliente brasileiro é historicamente um bom early adopter. Nós somos curiosos, vem na nossa cultura”, afirmou.
Ele citou a rápida disseminação da internet, dos dispositivos móveis e do Pix como exemplos.
Segundo o executivo, a mesma tendência já começa a aparecer com a inteligência artificial.
“Eu creio que o brasileiro vai experimentar, vai cair no gosto dele, a gente vai poder criar casos de uso que gerem valor”, disse.
Cavagnoli citou ainda estimativas segundo as quais cerca de 40% das decisões de compra já teriam algum componente híbrido, combinando decisão humana com ferramentas de inteligência artificial. O dado foi mencionado pelo executivo durante a entrevista, sem detalhamento da fonte.
Leia também: Febraban Tech 2026 recebe 70 mil visitas e bate recorde de público, diz gerente de eventos da Febraban Michel Daoun
Dentro das equipes, o diretor afirmou que a estratégia passa primeiro pela capacitação dos profissionais.
“Eu acredito profundamente no conceito de inteligência híbrida ou inteligência aumentada, que é você usar a inteligência artificial como algo que ajuda a inteligência e a sensibilidade humana”, disse.
Cavagnoli afirmou que estimula os funcionários a identificar atividades que poderiam ser automatizadas ou ampliadas com IA.
“Eu sempre provoco o meu time: tenta olhar o que você está fazendo, o que ainda toma teu tempo que poderia não tomar ou, às vezes, o contrário, o que você poderia fazer se tivesse mil braços”, afirmou.
A estratégia também envolve testar casos de uso específicos e evoluir a partir dos resultados.
“Para você poder criar transformação de verdade, você tem que fazer uma certa quantidade de experimento para, através dele, aprender”, concluiu.
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