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Bradesco lucra R$ 7,1 bi no segundo trimestre e cresce pelo décimo período consecutivo

Publicado 05/08/2026 • 18:29 | Atualizado há 53 minutos

KEY POINTS

  • Lucro líquido recorrente somou R$ 7,1 bilhões, alta de 16,2% na comparação anual e de 3,5% frente ao primeiro trimestre.
  • Receitas totais cresceram 10,3%, para R$ 37,6 bilhões, enquanto a carteira de crédito expandida avançou 11,6%, para R$ 1,137 trilhão.
  • Grupo segurador teve lucro recorrente de R$ 2,9 bilhões, alta de 28,3%, e o banco destinou R$ 4 bilhões em JCP aos acionistas.

Divulgação

Banco Bradesco

O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 7,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, avanço de 16,2% em relação ao mesmo período do ano passado e de 3,5% na comparação com os três primeiros meses do ano.

Foi o décimo trimestre consecutivo de crescimento do lucro recorrente, segundo o banco. O retorno sobre o patrimônio médio, o ROAE, chegou a 16,2%, ante 14,6% um ano antes.

As receitas totais alcançaram R$ 37,6 bilhões, crescimento de 10,3% na comparação anual e de 2,1% frente ao primeiro trimestre.

O desempenho foi apoiado pela expansão da margem financeira, pelo crescimento da carteira de crédito e pelos resultados da operação de seguros.

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Margem financeira cresce 15,7%

A margem financeira total atingiu R$ 20,9 bilhões, alta de 15,7% sobre o segundo trimestre de 2025 e de 4,1% na comparação trimestral.

A margem com clientes avançou 13,8% em um ano, para R$ 20,2 bilhões, refletindo, segundo o banco, o aumento do volume de crédito e dos spreads, com destaque para a margem com passivos.

Já a margem com mercado chegou a R$ 673 milhões, mais que o dobro dos R$ 288 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

O Bradesco atribuiu o desempenho à gestão de risco e a oportunidades em derivativos e produtos estruturados para clientes.

Carteira de crédito supera R$ 1,1 trilhão

A carteira de crédito expandida encerrou junho em R$ 1,137 trilhão, avanço de 11,6% em 12 meses e de 4,3% no trimestre.

A carteira de pessoas jurídicas cresceu 14,1% na comparação anual, enquanto a de pessoas físicas avançou 8,4%.

Segundo o banco, a estratégia de concessão continua priorizando operações com garantias e retorno ajustado ao risco, com destaque para capital de giro com garantias, crédito consignado privado, financiamento de veículos e operações rurais no atacado.

A inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,3%, alta de 0,2 ponto percentual em um ano e de 0,1 ponto frente ao primeiro trimestre.

O banco afirmou que a elevação permanece dentro das estimativas e está concentrada principalmente no segmento de micro, pequenas e médias empresas.

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Seguros têm lucro de R$ 2,9 bilhões

O grupo segurador apresentou um dos principais avanços do trimestre.

O lucro líquido recorrente da operação chegou a R$ 2,9 bilhões, crescimento de 28,3% sobre o mesmo período de 2025 e de 6,7% frente ao primeiro trimestre.

O ROAE do segmento alcançou 22,8%.

O resultado das operações de seguros, previdência e capitalização somou R$ 6,1 bilhões, alta de 8,3% em um ano, apesar da queda de 4,2% na comparação trimestral.

Segundo o Bradesco, a operação foi beneficiada pela sinistralidade sob controle, pelo crescimento comercial e pelo desempenho financeiro apoiado em uma base maior de ativos e em indexadores mais favoráveis.

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Eficiência melhora

As despesas de pessoal e administrativas somaram R$ 13,1 bilhões, alta de 5% em 12 meses.

O banco destacou, porém, que essas despesas cresceram abaixo da inflação quando excluído o efeito da participação nos lucros e resultados.

O índice de eficiência operacional caiu para 46,5%, melhora de 3,4 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre do ano passado.

A instituição vem reduzindo custos ligados à estrutura física, ao mesmo tempo em que aumenta investimentos em tecnologia. O Bradesco afirmou ter mais de 30 milhões de clientes totalmente digitais.

Banco destina R$ 4 bilhões em JCP

O Bradesco destinou R$ 4 bilhões em juros sobre capital próprio aos acionistas no segundo trimestre.

A instituição afirmou ainda que seus índices de capital permanecem acima dos níveis regulatórios e gerenciais.

No primeiro semestre, o lucro líquido recorrente acumulado chegou a R$ 13,86 bilhões, crescimento de 16,2% em relação aos R$ 11,93 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

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