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Casas Bahia leva produtos a leilão; varejista fechou quase 300 lojas e pediu recuperação judicial
Publicado 18/08/2026 • 22:06 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 18/08/2026 • 22:06 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A Casas Bahia colocou 391 lotes de produtos em leilão poucos dias depois de fechar 298 lojas e recorrer à recuperação judicial para reorganizar uma dívida de R$ 17,3 bilhões.
O evento é realizado pela plataforma Kwara e reúne celulares, notebooks, televisores, refrigeradores, fogões, máquinas de lavar e outros eletrodomésticos. Os lotes serão encerrados de forma sequencial na quinta-feira (20), segundo o edital do certame.
A venda ocorre em meio à tentativa da companhia de reduzir sua estrutura e preservar caixa depois de uma forte deterioração financeira. O pedido de recuperação judicial foi apresentado à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo no domingo (16) e abrange dez empresas do grupo.
A documentação da Kwara descreve os bens como produtos de logística reversa, categoria que pode incluir itens devolvidos ou que retornaram à cadeia de distribuição.
Leia também: Quem são os credores da Casas Bahia?
A página do evento registrava 391 lotes nesta terça-feira (18). Entre os itens estavam smartphones de Samsung e Motorola, notebooks, fogões, refrigeradores e conjuntos com dezenas de eletroportáteis. A própria plataforma exibia diferenças superiores a 50% entre alguns lances correntes e os valores de mercado usados como referência.
O formato, no entanto, é diferente de uma liquidação convencional de varejo.
Os produtos são vendidos no estado em que se encontram e não têm garantia de funcionamento nem direito a troca. O edital alerta que os bens podem apresentar avarias, sinais de uso, peças ausentes ou até não funcionar. A nota fiscal é emitida com natureza de venda de sucata, independentemente da condição de cada item.
Também não haverá visitação presencial antes do leilão. A própria plataforma recomenda que os interessados avaliem as informações disponíveis antes de apresentar os lances.
O valor oferecido pelo comprador também não representa necessariamente o custo final da aquisição.
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Siga o Times | CNBCO edital prevê comissão de 5% para o leiloeiro e mais 15% de despesas administrativas, ambas calculadas sobre o valor arrematado. O pagamento deve ser realizado em até um dia útil depois da aprovação do lance vencedor.
Se o vencedor não pagar dentro das condições estabelecidas, o edital prevê multa equivalente à comissão de 5%, além de despesas correspondentes a 30% do valor da arrematação.
A retirada também fica por conta do comprador, incluindo os custos de desmontagem, remoção e transporte. Os bens estão concentrados em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, de acordo com a página do evento.
Leia também: Consumidor também pode virar credor em recuperação judicial das Casas Bahia
A venda acontece no momento mais delicado da atual reestruturação do Grupo Casas Bahia.
A companhia fechou 298 lojas e anunciou cortes de pessoal antes de apresentar o pedido de recuperação judicial. A redução faz parte de uma estratégia para concentrar a operação em unidades e canais considerados mais rentáveis.
Na petição apresentada à Justiça, o grupo relacionou R$ 17,3 bilhões em créditos sujeitos ao processo. A maior parte, cerca de R$ 16,4 bilhões, corresponde a credores sem garantia. Bancos e grandes fornecedores de eletroeletrônicos estão entre os principais nomes da relação de credores.
Se forem consideradas também obrigações que não ficam submetidas às mesmas regras da recuperação judicial, o passivo informado ultrapassa R$ 27,8 bilhões.
Entre os maiores credores aparecem Banco Digio, Banco do Brasil, Zurich e Bradesco, além de fornecedores como Samsung, Whirlpool, Electrolux e LG.
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