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Caso Master: BC divulga votos que mostram como Vorcaro conseguiu autorização para assumir controle do banco
Publicado 24/04/2026 • 12:04 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 24/04/2026 • 12:04 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O Banco Central tornou público os votos que embasaram a decisão sobre a transferência de controle do então Banco Máxima para Daniel Vorcaro, operação que deu origem ao atual Banco Master.
Os documentos mostram que, em fevereiro de 2019, a cúpula da autarquia negou o pedido do banqueiro por falta de comprovação da origem dos recursos utilizados na aquisição. O aval só viria oito meses depois, já sob outra composição na diretoria.
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No voto de fevereiro de 2019, o então diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, Sidnei Corrêa Marques, indeferiu o pedido de Vorcaro para assumir o controle do Máxima. O principal argumento foi a ausência de comprovação clara sobre a origem dos recursos empregados na operação. As informações sobre os votos são da coluna de Malu Gaspar, do O Globo,
“É primordial que os pretensos controladores comprovem capacidade econômica e financeira, não só para fazer face à aquisição do controle (condição não atendida, conforme já mencionado), mas também para capitalizar a instituição sempre que for necessário no curso de seu funcionamento”, escreveu o diretor, segundo a coluna.
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Siga o Times | CNBCO documento registra que parte relevante dos recursos teria saído do próprio Banco Máxima, por meio de transferências sucessivas entre a instituição, empresas de Vorcaro e fundos de investimento. “Inquirido, o interessado não apresentou elementos que elucidassem essa questão de forma clara e inequívoca”, afirmou Marques.
O voto também aponta questionamentos sobre ativos apresentados para comprovar capacidade financeira. Segundo o diretor, alguns tinham origem em fundos lastreados em imóveis com indícios de superfaturamento. Ele citou inconsistências em laudos de avaliação feitos pelo método comparativo, sem identificação de imóveis similares em tamanho e potencial construtivo. A omissão, escreveu, demonstrava “considerável fragilidade e assertividade em relação aos números apresentados nesses laudos”.
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O cenário mudou em outubro de 2019. O sucessor de Marques na diretoria, João Manoel Pinho de Mello, votou a favor da operação, abrindo caminho para que Vorcaro assumisse o controle do banco. Diferentemente do voto anterior, o documento não detalha a origem dos recursos nem especifica como a procedência foi comprovada.
Pinho de Mello registrou apenas que, ao negar o pedido em fevereiro, o BC não teria considerado projeções de fluxo de caixa das empresas das quais Vorcaro era sócio nem laudos sobre o valor de mercado desses investimentos.
Os documentos divulgados agora mantêm trechos sob sigilo e não esclarecem a origem dos recursos utilizados na operação, ponto considerado central para avaliar a capacidade de um controlador de assumir uma instituição financeira.
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