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Caso Master: quem é quem na organização criminosa de Daniel Vorcaro
Publicado 05/03/2026 • 14:40 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 05/03/2026 • 14:40 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: divulgação/Banco Master.
Logo do Banco Master
Cada descoberta sobre o Banco Master representa um novo grau de complexidade do caso. Desde 18 de novembro de 2025, o sigilo bancário de ao menos 101 pessoas e entidades foi quebrado. Além disso, há 14 investigações em andamento para desvendar toda a teia de associados dos crimes cometidos pela instituição financeira.
Até o momento, já se sabe que há cerca de 30 fundos de investimento e 60 pessoas jurídicas – como empresas de fachada, consultorias, prestadores de serviços e afins – envolvidas no caso Master. Especificamente em relação a Daniel Vorcaro, são ao menos 2,5 mil CNPJs. A seguir, veja os principais nomes envolvidos no caso Master.
Leia também: Por que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, voltou a ser preso?
Vorcaro era dono e controlador do Banco Master. Em novembro de 2025, um dia antes do Banco Central liquidar o Master, foi preso na 1ª fase da operação, até ser liberado para prisão domiciliar. Ele foi preso preventivamente na 3ª fase da Operação Compliance Zero, nesta quarta-feira (4). Ademais, é o provável líder da estrutura investigada e, de acordo com a Agência Brasil, é suspeito de:
Já Maurício Quadrado é ex-sócio do Master e responsável pelo braço de investimentos de risco. Era controlador da Trustee DTVM e, atualmente, é investigado por manipulação de ativos (precatórios e participações), compra indireta de ações do Banco de Brasília (BRB) e lucro bilionário com operações envolvendo Ambipar. Deixou o grupo em 2024.
Além disso, há ainda Augusto Lima, ex-CEO do Master até 2024 e responsável pelo crédito consignado. Ele é investigado por suposta criação de carteiras falsas via associações; possível desvio de ativos ao Banco Pleno e venda de carteiras ao BRB.
Além do trio com envolvimento direto, há ainda outras três personalidades do mercado financeiro.
João Carlos Mansur – Fundador da Reag Investimentos, Mansur aparece no caso como operador de aquisições e estruturação de ativos inflacionados. Em geral, parece estar presente em possíveis triangulações e manipulação de precatórios.
Nelson Tanure – Investidor com participação em empresas ligadas ao Master e à WNT Capital. A Operação Compliance Zero investiga Tanure por possível atuação como controlador de fato do banco. Além disso, ele também estaria envolvido em operação com ações da Ambipar e aquisição da Emae.
Rafael Gois – CEO e sócio do Grupo Fictor, que anunciou a compra do Master poucos dias antes do Banco Central decretar a liquidação. Agora, a PF investiga Gois por possíveis negócios suspeitos entre Fictor e Master.
Leia também: Caso Master: PF cumpre mandados em 5 estados; entenda por que esses locais foram alvos
Nesse contexto, a Polícia Federal divulgou, nesta quarta-feira (4), novos nomes envolvidos no caso Master. Essas figuras faziam parte do grupo de WhatsApp chamado “A Turma”, utilizado para coordenar atividades ilegais contratadas por Daniel Vorcaro. Entre eles, estavam:
Paulo Sérgio Neves de Souza – Ex-diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil (2019-2023). Conforme as informações recentes, ele assinou a autorização de compra do Banco Máxima por Vorcaro. Posteriormente, a instituição assumiu o nome ‘Banco Master’.
Junto a isso, a PF também investiga Paulo por ser ‘consultor informal’ de Vorcaro dentro do BC. Em geral, suspeita-se de que ele recebeu vantagens indevidas por meio de contratos fictícios. Por esses motivos, Paulo Sérgio agora é alvo de busca e apreensão, e cumpre uma série de medidas cautelares – incluindo tornozeleira, afastamento judicial, restrições de contato e deslocamento.
Belline Santana – Ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC. Neste caso, a PF suspeita de Belline por revisar documentos do Master antes de envio ao BC; manter comunicação privada com Vorcaro e possível favorecimento regulatório. Nesta quarta-feira (4), foi alvo de medidas cautelares idênticas às de Paulo Sérgio (tornozeleira e afastamento).
Luiz Phillipi Mourão – Apelidado de “Sicário”, teve prisão preventiva decretada na terceira fase da Operação Compliance Zero. Cabia a Mourão chefiar “A Turma” e recebia R$ 1 milhão ao mês para isso. Em geral, é suspeito por: invasão de sistemas da PF, MPF, Interpol e FBI; simulação de pedidos oficiais; monitoramento e intimidação de adversários; e possível ordem para agressão a jornalista.
Marilson Roseno da Silva – Marilson é um policial federal aposentado. Na “turma”, aparecia como integrante responsável por obter dados sigilosos e providenciar ações de intimidação. A PF também garantiu a prisão preventiva dele.
Fabiano Zettel – Cunhado de Vorcaro e pastor da Igreja Lagoinha, é alvo de prisão preventiva. Entretanto, sua localização permanece desconhecida.
No caso Master, atuava como operador financeiro da organização. Sendo assim, era responsável por: repasses ilegais; pagamento mensal ao grupo de Mourão e contratos fictícios para servidores do BC. Zettel também foi o maior doador individual das campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em 2022.
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