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Ciências e Saúde

Dr. Inovação: Brasil ainda hesita em investir em inteligência artificial na saúde

Publicado 23/03/2026 • 20:10 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A inteligência artificial deixou de ser uma promessa futura para se consolidar como infraestrutura essencial na saúde em 2026, embora o Brasil ainda enfrente desafios de investimento, disse o médico e empresário Dr. Pedro Batista
  • Batista destaca que, enquanto o mercado global avança rapidamente, as instituições nacionais mantêm uma postura cautelosa na alocação de recursos.

A inteligência artificial deixou de ser uma promessa futura para se consolidar como infraestrutura essencial na saúde em 2026, embora o Brasil ainda enfrente desafios de investimento, disse o médico e empresário Dr. Pedro Batista, CEO da Horuss AI, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Ele destacou que, enquanto o mercado global avança rapidamente, as instituições nacionais mantêm uma postura cautelosa na alocação de recursos: “Vemos empresas americanas recebendo investimentos de 30 a 100 bilhões de dólares (R$ 157,2 bilhões a R$ 524 bilhões) para o desenvolvimento de IA, enquanto as empresas brasileiras de saúde estão ficando atrás com usos bem comedidos”.

O Dr. Pedro Batista ressaltou que o país já possui um marco regulatório estabelecido pelo CFM para guiar essa transição com segurança. “A documentação para termos certeza do que deve ser feito já está instituída; agora precisamos de maior letramento para que executivos e profissionais possam conduzir o que a tecnologia pode fazer por eles dentro da Horuss AI e do setor”, afirmou.

Sobre os riscos éticos e técnicos, o especialista alertou para a proibição do uso de ferramentas não homologadas com dados sensíveis de pacientes. “Eu não posso pegar um dado sensível e colocar em um chat de IA aberto para buscar respostas; a ferramenta precisa estar regulamentada pela legislação brasileira para não expor informações que devem ser protegidas”.

A precisão dos diagnósticos via algoritmos também foi discutida, com foco na estruturação correta dos dados para evitar falhas sistêmicas. “Se o banco de dados tem excelência e as ferramentas seguem guidelines específicos, não haverá alucinação, os códigos open source permitem melhorias, mas podem conter desvios críticos que exigem suporte técnico especializado”.

Por fim, o Dr. Pedro Batista demonstrou preocupação com a possível perda de habilidades clínicas essenciais diante do avanço tecnológico. “A tecnologia será o parâmetro para a precisão, mas se tirarmos o foco do paciente, a relação mística e potente do cuidado se perde, deixando a medicina apenas nas mãos de números e algoritmos”.

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