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Dr. Inovação: nova norma da ANS acirra disputa no mercado de saúde
Publicado 11/11/2025 • 16:49 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 11/11/2025 • 16:49 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
As mudanças aprovadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na Resolução Normativa 137 permitem que as autogestões ampliem sua base de beneficiários, atuem em rede compartilhada e ofereçam planos a empresas coligadas. A norma, que entra em vigor em 2026, deve alterar o equilíbrio competitivo no setor de planos de saúde, de acordo com médico e sócio da Horuss AI, Pedro Batista.
Em entrevista à Times Brasil nesta terça-feira (11), ele afirmou que o novo modelo deve reconfigurar o mercado ao ampliar a atuação dessas operadoras. “A gente está falando que, em pouquíssimo tempo, isso pode dobrar de tamanho, e elas passarem a significar de 20% a 25% de todo o mercado de saúde suplementar.”
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Hoje, as autogestões atendem principalmente funcionários de grandes empresas. “Elas têm a representatividade de 10% de todo o setor”, disse Batista. Entre essas operadoras, estão entidades ligadas a grupos como Vale, Banco do Brasil, Correios e Eletrobras.
Segundo o especialista, o volume financeiro movimentado é relevante e pode crescer rapidamente. “Hoje, em média, as autogestões têm um volume de mercado em torno de R$ 30 bilhões por ano.”
A nova norma permite que essas operadoras ofereçam planos para empresas coligadas, ampliem o atendimento para familiares de até quarta geração e compartilhem redes de atendimento entre si, o que aumenta capilaridade e pode reduzir custos. O modelo também libera a atuação nacional, em vez de restringir o atendimento a regiões específicas.
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Batista afirma que o movimento coloca essas entidades em competição direta com grandes operadoras e cooperativas, em um momento de expansão do setor. Ele destaca que os próximos desafios devem envolver adaptação tecnológica e governança para sustentar carteiras maiores e fluxos operacionais mais complexos.
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