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Cimed vende mais, lucra menos e vê pressão crescer sobre caixa e rating

Publicado 02/04/2026 • 17:01 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Receita subiu, mas o lucro da Cimed caiu cerca de 30%; resultado aumentou pressão sobre a rentabilidade da companhia.
  • Estrategista reconhece que a geração de caixa enfraqueceu em meio ao aumento de gastos e investimentos.
  • Rebaixamento de rating e citação em investigação sobre fraudes de ICMS ampliam o risco sobre a farmacêutica.
Karla Marques, vice-presidente da Cimed.

Karla Marques, vice-presidente da Cimed.

Divulgação LinkedIn/Karla Marques.

A Cimed terminou 2025 com uma combinação que piorou a leitura do mercado sobre a companhia: aumento de receita, queda forte no lucro, caixa pressionado e rebaixamento de rating em meio a uma estratégia agressiva de expansão.

Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o sócio-estrategista da Equador Investimentos, Eduardo Velho, admitiu que os números da farmacêutica não se sustentam bem em uma primeira leitura.

Leia também: Com lucro em queda e caixa negativo, Cimed pega empréstimo para pagar dividendos

“Na primeira fotografia, a gente não entende muito o que está acontecendo com a empresa. Ela vende muito, mas está caindo o lucro”, afirmou.

A receita líquida consolidada da Cimed subiu 12,5% em 2025, para R$ 3,067 bilhões, mas o lucro líquido caiu cerca de 30%, de R$ 280,9 milhões para R$ 196,7 milhões.

A piora não ficou restrita ao resultado contábil. A companhia fechou o ano com fluxo de caixa operacional negativo em R$ 55,5 milhões e ainda assim distribuiu R$ 427 milhões em dividendos e juros sobre capital próprio, movimento que exigiu empréstimos, financiamentos, e que ampliou a pressão sobre a estrutura financeira.

Na entrevista, Eduardo Velho reconheceu esse enfraquecimento. “A geração de caixa dela foi bem menor exatamente porque ela gastou muito”, disse.

A deterioração dos indicadores acabou atingindo também a percepção de risco da empresa. A Fitch rebaixou a nota da Cimed, em uma resposta ao enfraquecimento da geração de caixa e ao aumento da pressão sobre a alavancagem.

“O rating dela, que era AA+, foi agora rebaixado para AA”, afirmou Velho.

A farmacêutica tenta sustentar a leitura de que esse movimento está ligado à ampliação da operação, com mais investimentos em capacidade produtiva, estrutura e distribuição. Mas, para o mercado, o problema está no custo dessa expansão: margens mais pressionadas, caixa no vermelho e maior dependência de capital para financiar a operação.

Leia também: Margens pressionadas e geração de caixa negativa fazem Fitch rebaixar nota da Cimed

A situação fica ainda mais sensível porque a empresa também passou a conviver com risco reputacional. A Cimed foi citada em operação que apura fraudes de ICMS, tema que, segundo o próprio estrategista, pode gerar impacto sobre os próximos movimentos da companhia.

“Esses processos podem, de certa maneira, adiar, por exemplo, o processo de IPO”, completou.

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