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Sem citar preço de passagens, aéreas dizem que alta no combustível terá ‘consequências severas’
Publicado 02/04/2026 • 17:40 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 02/04/2026 • 17:40 | Atualizado há 6 meses
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Divulgação
Avião KC-135
Em reação ao reajuste de 54,6% no preço do querosene de aviação (QAV) promovido pela Petrobras, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou que o aumento do valor do combustível terá “consequências severas” para o setor.
O reajuste de 54,6% vai se somar ao aumento de 9,4% em vigor desde 1º de março. Com isso, segundo a entidade, o combustível vai responder por cerca de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas.
“A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”, afirmou a entidade em nota, sem mencionar o preço das passagens.
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A Petrobras também me informou que oferecerá um termo de adesão às distribuidoras com o objetivo de reduzir os efeitos do reajuste no preço do querosene. O termo vai ser disponibilizado ao mercado até segunda-feira (06) segundo a estatal.
A proposta vai permitir que as empresas paguem, em abril, um aumento de 18%. A diferença até chegar aos mais de 54% poderá ser parcelada em seis vezes, com primeira parcela a partir de julho de 2026. As condições ainda serão calculadas, explica a estatal por meio de nota.
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Siga o Times | CNBCConforme a Petrobras, a iniciativa “visa preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro, assegurando o bom funcionamento do mercado”.
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Segundo a Abear, embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, sua precificação segue a paridade internacional. Isso intensifica os efeitos das oscilações no preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico e amplia o impacto de choques externos nos custos das companhias aéreas.
“Nesse sentido, a Abear tem defendido a implementação de mecanismos que permitam reduzir os impactos do aumento do QAV, garantindo o desenvolvimento do transporte aéreo, a conectividade nacional e a sustentabilidade econômica das operações”, conclui.
O presidente da associação, Juliano Noman, afirmou que as medidas do governo federal para mitigar o impacto da alta do petróleo sobre o QAV precisam ser “urgentes”, para evitar que o setor tenha de adotar ações de replanejamento.
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