Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Cobrança por resultados dos investimentos em IA pode mudar estratégia das big techs
Publicado 16/07/2026 • 07:30 | Atualizado há 4 semanas
Denise Dresser, diretora de receita da OpenAI, deixa a empresa na segunda grande baixa de executivos em poucos dias
PPI dos EUA fica estável em julho e reforça sinais de alívio na inflação
Goldman Sachs: reservas japonesas de US$ 1 trilhão deixam “muita capacidade” para novas intervenções no mercado de ienes
Apostas contra a SpaceX perdem força após ações se recuperarem em mais de 30%
Ucrânia ataca terminais russos de exportação de grãos no Mar Negro e acende alerta para mercados de alimentos
Publicado 16/07/2026 • 07:30 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
A corrida pela inteligência artificial entrou em uma nova etapa. Depois de bilhões de dólares investidos em infraestrutura, chips e modelos de linguagem, investidores e empresas começam a cobrar retorno financeiro das apostas feitas nos últimos anos. Essa é a leitura do especialista em tecnologia e inovação, Arthur Igreja, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Para ele, o setor vive um momento em que a promessa precisa começar a dar lugar à entrega de resultados. Ao mesmo tempo, o mercado passa por uma reorganização que envolve desde a disputa por talentos até mudanças na avaliação de empresas e nos processos de recrutamento.
No caso da SpaceX, por exemplo, a forte valorização após o IPO deu espaço a uma cobrança mais intensa por desempenho. Segundo o especialista, a companhia deixa de ser analisada apenas pelo potencial de longo prazo e passa a enfrentar questionamentos sobre a capacidade de transformar expectativas em resultados concretos.
“O plano de negócio falava, por exemplo, de mineração de asteroide, isso não está exatamente no curto prazo. Eu também alertava que em algum momento essa conta chegaria. A empresa vai começar a ser cobrada em múltiplos vetores”, afirmou.
Enquanto algumas empresas passam a ser pressionadas, a Apple vive um movimento oposto. Após anos sendo criticada pelo ritmo mais lento na corrida da inteligência artificial, a companhia voltou ao radar positivo dos investidores. Segundo Arthur Igreja, o mercado passou a enxergar valor justamente na estratégia mais conservadora da empresa.
Ele lembra que a Apple ficou praticamente de fora da corrida, preservou caixa, promoveu um dos maiores reajustes de preços da linha de produtos e ainda prepara o que pode ser o maior lançamento da história da companhia.
A pressão por eficiência também chegou às empresas que lideram os investimentos em inteligência artificial. Segundo o especialista, depois de um período em que o uso da tecnologia era incentivado a qualquer custo, o mercado começa a revisar essa estratégia.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBC“A Uber gastou todo o seu orçamento de IA para 2026 em quatro meses. E começaram a acontecer situações bizarras na Meta, na Microsoft e na Uber. As pessoas foram tão incentivadas a usar IA, que chegou um ponto que as pessoas estavam criando tarefas simplesmente para IA ficar consumindo tokens”, explica.
O especialista afirma que o mercado agora busca identificar onde a IA realmente gera retorno financeiro. Segundo ele, um estudo do MIT aponta que apenas cerca de 27% das aplicações empresariais apresentam relação custo-benefício positiva atualmente. Isso significa que, em boa parte dos casos, o investimento ainda supera os ganhos obtidos.
Além da disputa por modelos mais eficientes, a guerra por talentos também se intensificou. As grandes empresas de tecnologia passaram a oferecer pacotes milionários para atrair pesquisadores especializados em inteligência artificial, em uma competição que envolve Meta, OpenAI e outras gigantes do setor.
Segundo Arthur Igreja, algumas empresas chegaram a oferecer mais de US$ 100 milhões para convencer profissionais a trocar de empregador, sob a expectativa de que esses pesquisadores sejam capazes de criar tecnologias avaliadas em bilhões de dólares.
Outro reflexo da expansão da IA aparece no mercado de trabalho. Um estudo conduzido pela Universidade de Stanford, com análise de 3,5 milhões de candidatos em 11 setores, mostra que algoritmos estão assumindo a primeira etapa dos processos seletivos, reduzindo significativamente o contato inicial entre candidatos e recrutadores.
“O candidato tenta em uma empresa, na segunda, na terceira, na quarta e ele recebe ou nenhuma resposta ou muito pouco feedback. E ele começa a acreditar que o problema obviamente deve estar nele. É só que em todas as vezes ele trombou com o mesmo modelo”, afirma.
O especialista defende que as empresas passem a calibrar melhor essas ferramentas para evitar que profissionais qualificados sejam descartados apenas porque apresentam experiências ou competências diferentes dos padrões utilizados pelos algoritmos.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Banco Central multa Banco Genial em R$ 21,6 milhões e inabilita CEO por 4 anos
2
Lotofácil 3760: veja os números sorteados no concurso; prêmio é de R$ 8 milhões
3
Master Capixaba: falha de governança expõe brecha usada por Apex Partners e GJP para mudar estatuto e evitar Oferta Pública de Aquisição de Ações na CVC
4
Quem é o dono da Apex Partners envolvida no caso ‘Master Capixaba’
5
EXCLUSIVO: Claro lança nuvem empresarial com a Oracle para disputar mercado de IA e mira espaço ocupado por gigantes do cloud