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Dow Jones despenca 370 pontos após os EUA atacarem o Irã, mas índice registra quinto mês consecutivo de alta

Publicado 31/08/2026 • 17:58 | Atualizado há 46 minutos

KEY POINTS

  • Wall Street fecha em baixa após novos ataques entre EUA e Irã, com petróleo em alta.
  • Apesar da queda, S&P 500, Nasdaq e Dow Jones encerram agosto com ganhos.
  • Tecnologia lidera alta mensal, com Nvidia, Microsoft e Micron impulsionadas pela inteligência artificial.

Foto: Spencer Platt/Getty Images/AFP

As ações fecharam em baixa nesta segunda-feira (31), após Estados Unidos e Irã trocarem ataques pela primeira vez em um mês. Ainda assim, os principais índices de Wall Street terminaram agosto no azul.

O S&P 500 caiu 0,33%, aos 7.686,14 pontos, enquanto o Nasdaq Composite recuou 0,12%, para 26.370,89 pontos. Já o Dow Jones Industrial Average perdeu 374,09 pontos, ou 0,7%, e encerrou o pregão aos 53.185,90 pontos. O índice, formado por 30 grandes empresas americanas, foi pressionado pelas quedas das ações da Goldman Sachs e da Alphabet.

No domingo, o Comando Central dos EUA confirmou à MS NOW que as forças americanas haviam atacado dois lançadores de foguetes na ilha de Larak, no Irã.

Foi o primeiro ataque dos EUA publicamente reconhecido contra alvos iranianos desde o fim de julho. Em resposta, a mídia estatal do Irã informou que Teerã havia atacado bases americanas na Jordânia.

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O petróleo disparou com a retomada dos confrontos. O West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subiu 2,83%, para US$ 85,76 (R$ 445,09) por barril. Já o Brent, referência internacional, avançou 2,71%, a US$ 90,49 (R$ 469,64) por barril.

Os juros dos Treasuries de prazo mais longo também subiram nesta segunda-feira, acompanhando a alta do petróleo e aumentando a pressão sobre o mercado de ações.

Para Tom Hainlin, da U.S. Bank Asset Management, os preços atuais do petróleo estão “um pouco altos”, mas a alta recente ainda não deve representar um problema relevante para a economia.

“O mundo tem petróleo suficiente para atender à demanda, e preços entre US$ 80 (R$ 415,20) e US$ 90 (R$ 467,10) não são altos o bastante para provocar um colapso econômico”, disse o estrategista-chefe de investimentos da empresa. “O movimento de hoje apenas nos leva para a parte de cima dessa faixa. Não muda nossa visão sobre o consumidor, as empresas, a inteligência artificial, a retomada da produção industrial nos EUA ou a eletrificação contínua da economia.”

Segundo Hainlin, o cenário começaria a ficar “bastante preocupante” se o petróleo ultrapassasse os US$ 100 (R$ 519,00) por barril.

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Um mês turbulento chega ao fim

O aumento das tensões no Oriente Médio contribuiu para a volatilidade dos mercados em agosto. Ainda assim, Wall Street fechou o mês com ganhos generalizados, puxados principalmente pelo setor de tecnologia.

O Dow Jones subiu mais de 1% no mês, registrando seu quinto ganho mensal consecutivo. Foi também o 15º mês de alta do índice nos últimos 16 meses. O S&P 500 e o Nasdaq tiveram seus primeiros ganhos mensais desde maio, com altas de 2,6% e 3,9%, respectivamente. Tanto o S&P 500 quanto o Dow Jones chegaram a renovar máximas históricas no início de agosto.

A tecnologia foi o principal motor da alta, com as empresas ligadas à inteligência artificial se destacando. O setor de tecnologia do S&P 500 acumulou alta de mais de 6% no mês. As ações da Nvidia subiram cerca de 10%, enquanto as da Microsoft avançaram mais de 9%. A Micron Technology teve alta superior a 16%.

Mas agosto também foi marcado por bastante volatilidade. Os receios em relação à inflação levaram os juros dos Treasuries a máximas de vários anos. Na tentativa de aliviar a pressão sobre o mercado de títulos, o Departamento do Tesouro anunciou que aumentaria as recompras de dívida. Mesmo assim, os juros dos títulos de prazo mais longo continuam elevados.

Leia mais: Ouro cai com petróleo e Treasuries em alta, mas fecha agosto com valorização

O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, também afirmou na sexta-feira (28) que segue preocupado com a inflação. Segundo ele, “embora os dados de inflação deste verão tenham vindo melhores do que o esperado, eles não indicam que as tendências subjacentes tenham melhorado de forma significativa”.

Os investidores terão novos dados sobre a economia nesta semana. O principal destaque será o relatório de emprego de agosto, previsto para ser divulgado na manhã de sexta-feira. Também serão publicados os dados mensais dos setores industrial e de serviços.

Os mercados ainda estarão de olho nos acontecimentos em Asheville, na Carolina do Norte, onde acontece uma reunião dos ministros das Finanças dos países do G20.

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