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Quem é Mansur, ex-dono da Reag que mira Daniel Vorcaro em delação
Publicado 31/08/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 31/08/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Quem é Mansur, ex-dono da Reag que mira Vorcaro em delação
João Carlos Mansur, fundador e ex-proprietário da Reag Investimentos, voltou ao centro das investigações envolvendo o Banco Master após apresentar à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma proposta de colaboração. O empresário afirma ter informações sobre um patrimônio estimado em R$ 20 bilhões que estaria ligado a Daniel Vorcaro, ex-dono do banco.
Segundo o Estadão, Mansur diz que consegue indicar onde parte desses ativos estaria no Brasil e explicar estruturas utilizadas para mantê-los fora da titularidade direta de Vorcaro. O patrimônio, conforme o relato apresentado às autoridades, incluiria imóveis, direitos creditórios e outros ativos, além de recursos financeiros.
Parte dos bens estaria registrada em nome de terceiros ou vinculada a fundos de investimento. Entre as estruturas citadas aparece o fundo Astralo, que já está no radar de investigações da Polícia Federal. A PGR, contudo, ainda precisa analisar a proposta e verificar as informações apresentadas.
Leia também: Mansur, ex-proprietário da Reag, oferece à PGR informações sobre R$ 20 bilhões atribuídos a Daniel Vorcaro
Mansur construiu sua carreira no mercado financeiro e fundou a Reag Investimentos. De acordo com seu perfil profissional, ele é economista formado pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) e contador pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap).
Durante sua trajetória à frente da Reag, o empresário também passou a ocupar espaços fora do mercado financeiro. No Palmeiras, por exemplo, Mansur integra o Conselho de Orientação e Fiscalização (COF).
Em abril de 2025, ele foi o candidato mais votado na eleição para o órgão, com 168 votos, e faz parte do grupo de apoio à presidente do clube, Leila Pereira.
Na Reag, Mansur deixou a presidência do conselho de administração em setembro de 2025. A saída ocorreu enquanto a gestora já enfrentava o avanço de investigações envolvendo suas operações.
A investigação relacionada ao Banco Master não é a primeira a atingir o empresário. Mansur já havia entrado no radar da Polícia Federal em outras apurações. Em agosto de 2025, ele foi alvo de busca e apreensão na Operação Carbono Oculto, força-tarefa que investigou suspeitas de lavagem de dinheiro e a atuação do crime organizado por meio de estruturas empresariais e financeiras.
Além disso, em outubro daquele ano, Mansur esteve entre os alvos de investigações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de fundos de investimento. Na época da Operação Carbono Oculto, a Reag afirmou que colaborava com as autoridades e fornecia as informações e os documentos solicitados.
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Siga o Times | CNBCPosteriormente, Mansur voltou a ser alvo da Polícia Federal em uma operação relacionada ao Banco Master. Os investigadores cumpriram mandados de busca contra o empresário, que não estava no Brasil naquele momento.
A relação entre os dois empresários passa pelas estruturas financeiras da Reag e pelas operações investigadas no caso Banco Master. É nesse contexto que a proposta apresentada por Mansur à PGR ganha relevância. O ex-dono da Reag afirma possuir informações capazes de apontar onde estariam ativos avaliados em cerca de R$ 20 bilhões e como eles teriam sido distribuídos entre diferentes estruturas.
A cifra, porém, representa uma estimativa apresentada na proposta e não significa que as autoridades já tenham confirmado a existência ou a titularidade desse patrimônio. Os dados ainda precisam passar por análise e cruzamento com documentos e outras evidências.
Leia também: Ex-dono da Reag entrega à PGR proposta de delação focada em Daniel Vorcaro
A possível colaboração de Mansur também pode interferir em uma eventual negociação de Daniel Vorcaro com as autoridades. Em uma delação, a relevância e o caráter inédito das informações apresentadas são fatores importantes para a avaliação de um acordo.
Dessa forma, se Mansur antecipar informações que Vorcaro pretendia apresentar, o espaço para uma eventual colaboração do ex-banqueiro pode ficar mais restrito. Por enquanto, porém, não há acordo fechado. A PGR ainda precisa avaliar a proposta, verificar as informações e decidir se elas atendem aos requisitos para uma colaboração.
Assim, Mansur passou de fundador e controlador de uma importante gestora a um personagem relevante nas investigações envolvendo o Banco Master. Agora, sua tentativa de colaboração coloca novamente seu nome em evidência e pode acrescentar novos elementos às apurações sobre o patrimônio atribuído a Daniel Vorcaro.
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