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Trump se reúne com refinarias de petróleo dos EUA enquanto pressiona por queda nos preços da gasolina
Publicado 31/08/2026 • 15:22 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 31/08/2026 • 15:22 | Atualizado há 2 meses
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Foto: AFP
O presidente Donald Trump se reunirá nesta terça-feira (31) com refinarias de petróleo e distribuidoras de combustíveis dos Estados Unidos para discutir a expansão da capacidade de refino doméstica e a redução dos preços da gasolina, segundo um funcionário da Casa Branca.
A reunião contará com o secretário do Interior, Doug Burgum, o secretário de Energia, Chris Wright, o diretor-executivo do National Energy Dominance Council, Jarrod Agen, além de representantes de refinarias e distribuidoras de pequeno, médio e grande porte, afirmou o funcionário, sob condição de anonimato, porque o encontro ainda não havia sido anunciado.
“O presidente Trump está totalmente focado em garantir que sua bem-sucedida agenda de domínio energético se traduza na maior economia possível nos postos de gasolina para os consumidores”, disse a porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, em comunicado.
Rogers afirmou que Trump discutirá maneiras de aumentar a capacidade de refino, ampliar a produção de energia em toda a cadeia de suprimentos e reduzir os preços para os consumidores.
A iniciativa ocorre em um momento em que a questão da acessibilidade, especialmente os preços da gasolina, ganha importância nas eleições de meio de mandato. Quase metade dos americanos afirma que o custo de vida é sua principal preocupação ao votar, enquanto 70% desaprovam a condução de Trump sobre o tema, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada no início de agosto.
O funcionário da Casa Branca afirmou que o governo está concentrado em “medidas concretas de curto prazo” para ampliar a capacidade de refino, inclusive enquanto uma quantidade maior de petróleo venezuelano chega às refinarias americanas.
Globalmente, a escassez de capacidade de refino ajudou a manter os preços dos combustíveis elevados, mesmo com a redução dos preços do petróleo bruto. A Valero estimou no início deste mês que as guerras no Irã e na Ucrânia retiraram cerca de 5 milhões de barris por dia de capacidade de refino do mercado.
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Siga o Times | CNBCO CEO da Exxon, Darren Woods, afirmou à CNBC no programa “Squawk Box”, no fim de julho, que as restrições no refino criaram uma “desconexão” entre os preços do petróleo bruto e os preços nas bombas, o que significa que um aumento na oferta de petróleo pode não se traduzir imediatamente em gasolina mais barata.
Trump anunciou na sexta-feira um acordo com a Venezuela que dará aos Estados Unidos controle majoritário sobre mais de 65 bilhões de barris em reservas de petróleo, como parte de uma estratégia mais ampla para aumentar a oferta e reduzir os preços da gasolina enquanto a guerra com o Irã afeta os fluxos globais de petróleo bruto.
As refinarias da Costa do Golfo dos EUA se beneficiaram do aumento da oferta de petróleo venezuelano, o que lhes deu mais matéria-prima para processar.
A reunião desta terça-feira também discutirá se a redução dos custos está sendo repassada aos consumidores e quais medidas adicionais o governo poderia adotar para reduzir os preços nos postos, segundo o funcionário.
Trump já havia pressionado anteriormente os varejistas de combustíveis a reduzir diretamente os preços. Em julho, ele elogiou a Freedom Fuel Network por vender gasolina a US$ 3,47 por galão e pediu que outras empresas seguissem o exemplo. No entanto, um fornecedor de combustíveis alegou no fim de semana que parte da gasolina com desconto havia sido fornecida por meio de uma distribuidora que não teria pago cerca de US$ 4 milhões em faturas de combustíveis.
A Freedom Fuel não foi citada como ré nem acusada de irregularidades em um processo aberto no início deste mês.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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