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Com dívida de R$ 65 bilhões, Raízen se torna maior caso de recuperação extrajudicial do Brasil
Publicado 11/03/2026 • 18:31 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 11/03/2026 • 18:31 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Reprodução
Quais dívidas da Raízen não entram na recuperação extrajudicial
A Raízen passou a ocupar o topo do ranking dos maiores casos de recuperação extrajudicial do Brasil em valor de dívida, após protocolar na Justiça de São Paulo um pedido para reestruturar cerca de R$ 65,1 bilhões em passivos financeiros. O movimento coloca a companhia acima dos maiores processos já mapeados no país nesse tipo de mecanismo.
Segundo a própria empresa, o pedido faz parte de uma negociação com credores para reorganizar sua estrutura de capital em meio à piora do quadro financeiro. A operação ocorre após meses de tratativas com bancos e detentores de títulos, num contexto de pressão sobre balanço, prejuízo bilionário, aumento da alavancagem e busca por novas fontes de fôlego financeiro.
Pelos dados do Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial (OBRE), o maior caso de recuperação extrajudicial já registrado no país até então era o da Intercement, com cerca de R$ 21,9 bilhões em dívidas. Com o pedido de renegociação de R$ 65,1 bilhões, a Raízen passa com folga à primeira posição e redefine a escala das reestruturações extrajudiciais no país.

O Grupo Ocyan (antiga Odebrecht Óleo e Gás) figura na terceira posição da lista, com um passivo de R$ 14,6 bilhões. A companhia pediu recuperação extrajudicial em 2023, mas acabou avançando para um processo de recuperação judicial no ano seguinte.
Na quarta colocação está o Grupo Pão de Açúcar (GPA), que também anunciou nesta semana um acordo com seus principais credores para apresentar um plano de recuperação extrajudicial envolvendo cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas.
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O crescimento do uso da recuperação extrajudicial também aparece na evolução histórica dos pedidos. Dados do OBRE mostram que o mecanismo ganhou força nos últimos anos, especialmente após mudanças na legislação que ampliaram a utilização do mecanismo como alternativa à recuperação judicial.

A entrada da Raízen na lista representa uma mudança de patamar. Se até aqui os maiores casos giravam na casa de R$ 20 bilhões, o pedido da companhia eleva esse teto para mais de R$ 65 bilhões e passa a ser uma nova referência para o mercado de crédito, para credores e para futuras renegociações de grande porte.
Controlada por Cosan e Shell, a empresa chegou a esse ponto após um período de forte deterioração financeira. A companhia vinha sofrendo pressão por investimentos elevados, clima adverso, incêndios que afetaram lavouras e sucessivos prejuízos, além de ver sua dívida líquida atingir patamares considerados incompatíveis com sua estrutura de capital no ambiente atual de juros.
A crise já havia levado a discussões sobre capitalização, venda de ativos e até reconfiguração societária. As negociações entre acionistas e credores, no entanto, não avançaram como esperado, o que abriu caminho para a solução extrajudicial agora apresentada.
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