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Brasil se consolida como segundo maior mercado de aviação executiva do mundo
Publicado 11/03/2026 • 19:11 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 11/03/2026 • 19:11 | Atualizado há 3 meses
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O Brasil consolidou-se como o segundo maior mercado de aviação executiva do mundo, impulsionado pela conectividade regional e pelo crescimento do agronegócio, afirmou André Bernstein, CEO da Solojet Aviação, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele destacou que o compartilhamento de aeronaves é uma tendência que otimiza investimentos em ativos de alto valor: “Compartilhar faz todo sentido para quem tem necessidade de um avião, mas não o usa todos os dias. Esse movimento se popularizou no Brasil de 2020 para cá, quando a ANAC publicou a legislação oficial, e desde então surgiram divisões como a Solojet Shares para atender essa demanda crescente”.
Sobre o perfil dos usuários, o executivo revelou que a maior parte da demanda está concentrada no setor produtivo e em regiões estratégicas. “Hoje, de 70% a 80% do uso dos nossos clientes é para trabalho, com muita procura para o Mato Grosso e interior da Bahia. Inclusive, temos uma base em Luís Eduardo Magalhães, onde o agro está super desenvolvido, atendendo missões em todo o Brasil e América do Sul”, detalhou.
A Solojet Aviação foca sua operação no modelo Hawker 400, um jato leve que oferece robustez e autonomia para o território nacional. “É um avião para oito passageiros, fabricado nos Estados Unidos e muito utilizado para treinamento militar por ser super confiável. Ele voa praticamente o Brasil inteiro sem precisar de pouso intermediário para reabastecimento, o que nossos clientes adoram pela praticidade e segurança”, explicou.
Ao adquirir uma cota, o investidor transfere toda a responsabilidade operacional para a empresa especializada. “Nós cuidamos de toda a operação, desde a contratação de pilotos e seguro até a manutenção e gestão de agenda. Muita gente tem capital para comprar um avião de US$ 2 milhões (R$ 10,4 milhões), mas não quer a complexidade da gestão; a única obrigação do cotista é informar o destino e o horário”.
Apesar do otimismo, André Bernstein ressaltou que deficiências na infraestrutura aeroportuária ainda limitam o alcance total do setor no país. “O Brasil tem cerca de 2.500 aeródromos, mas apenas 130 são servidos pela aviação comercial. Os outros são da aviação geral e muitos possuem estrutura precária de pista ou hangar, o que nos deixa restritos em certas localidades, embora ainda cheguemos onde a aviação comercial não alcança”.
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