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CVM investiga ex-CEO da CVC por ‘eventual fraude’ contábil de R$ 362 milhões
Publicado 30/01/2026 • 16:33 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 30/01/2026 • 16:33 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Divulgação
CVC
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apresentou formalmente uma peça acusatória contra Luiz Fernando Fogaça, ex-CEO da CVC Brasil, em um processo que investiga irregularidades financeiras na operadora de viagens.
A informação foi confirmada pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC junto à própria CVM.
A investigação, assinada em dezembro de 2025 e revelada nesta sexta-feira (30), aponta inconsistências contábeis de R$ 362 milhões nos balanços da companhia entre os anos de 2015 e 2019.
Fogaça, que atuou como CFO (diretor financeiro) por oito anos antes de assumir o cargo de CEO entre 2019 e 2020, é suspeito de envolvimento em fraudes contábeis que teriam favorecido o pagamento de bônus indevidos a executivos.
A investigação aponta que os controles internos da própria CVC já haviam identificado os problemas anteriormente, mas a peça acusatória só foi concluída agora, gerando novos desdobramentos jurídicos para o ex-gestor.
O processo que tramita na CVM sob o número 19957.007223/2022-41, foi aberto em 24 de junho de 2022 e apura possível quebra de deveres fiduciários ou eventual fraude cometida por administradores da CVC Brasil Operadora e Agência de Viagens S.A., envolvendo demonstrações contábeis e controles internos da companhia entre 2015 e 2019. Atualmente, o caso está na fase de citação e envio de defesas, com Fogaça formalmente citado como investigado em 30 de janeiro de 2026.
Nos bastidores, segundo apuração do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, trata-se de um caso antigo no regulador, que voltou a ganhar tração agora após a conclusão formal da peça acusatória.

Nota da defesa:
A defesa de Luiz Fernando Fogaça esclarece que foi instaurado um processo administrativo sancionador pela CVM para apuração de responsabilidade por suposta falta de diligência na supervisão da contabilidade da CVC Brasil Operadora e Agência de Viagens S.A. Fogaça reafirma que sempre exerceu suas funções com observância rigorosa dos deveres legais e das melhores práticas de governança corporativa. Está plenamente convicto de que atuou de forma diligente e responsável durante sua gestão e apresentará sua defesa no curso regular do processo administrativo, demonstrando que suas decisões foram pautadas por critérios técnicos e pela boa-fé. Por fim, destaca que o processo se encontra em fase inicial, por suposta falta de diligência, sem qualquer julgamento.
A revelação das inconsistências contábeis, que começou a vir a público ainda em 2020, causou um impacto devastador no valor de mercado da operadora. Na época, as ações da CVC chegaram a despencar 50% em poucos pregões após a constatação das falhas.
Atualmente, os papéis da CVC (CVCB3) são negociados a R$ 2,54, o que representa apenas 6,7% do valor que tinham no final de 2019 (R$ 37,69), antes do escândalo e da crise do setor aéreo. Em janeiro de 2019, as ações chegaram ao valor de R$ 55,48, mas foram caindo ao longo do ano. Nesta sexta-feira, os papéis operam em alta de 13,90%.
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O valor de mercado atual da CVC na Bolsa brasileira é de aproximadamente R$ 1,34 bilhão, uma fração do que a companhia valia em seu auge. Especialistas indicam que a credibilidade da operadora foi severamente abalada pela falta de transparência, e a peça acusatória da CVM reforça a necessidade de comprovação de dolo e má-fé para que investidores prejudicados possam buscar reparação financeira na justiça.
O processo segue em tramitação no órgão regulador e pode resultar em multas pesadas e proibição de atuação no mercado de capitais para os envolvidos.
Enquanto lida com o passivo jurídico, a CVC tenta uma virada operacional sob nova gestão para o ano de 2026. A empresa planeja adotar um modelo de consultoria “porta a porta”, com a meta de atingir 10 mil consultores ativos.
O objetivo é recuperar a capilaridade de vendas e tentar elevar o valor das ações, que seguem estagnadas enquanto o mercado aguarda o desfecho das investigações sobre a gestão de Fogaça e o rombo de R$ 362 milhões.
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