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CVM nega acordos de R$ 532 mil e mantém processo contra família Staub da Gradiente
Publicado 27/02/2025 • 22:46 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 27/02/2025 • 22:46 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Foto: Divulgação
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) rejeitou duas propostas de acordo no valor de R$ 532,5 mil, apresentadas pela família Staub, dona da Gradiente (IGB Eletrônica), em relação a um processo que acusa os executivos da companhia de falhas na prestação de informações periódicas.
As propostas foram avaliadas e rejeitadas pelo colegiado da CVM em reunião realizada na terça-feira (25). O caso foi encaminhado para julgamento, mas sem previsão de data, de acordo com informações do Valor Econômico.
A proposta conjunta foi feita por Celina Staub, Elizabeth Staub, Eugênio Staub e o vice-presidente Moris Arditti, no valor de R$ 360 mil. A CVM negou foi negada, assim como a proposta individual do ex-diretor de relações com investidores, Ricardo Staub, no valor de R$ 172,5 mil. O Comitê de Termo de Compromisso (CTC) da CVM concluiu que os valores propostos eram insuficientes para desestimular práticas semelhantes, dada a gravidade das falhas apontadas.
Em resposta, os executivos da Gradiente afirmaram que acreditavam que os valores propostos estavam adequados, considerando que os temas abordados no processo não causaram prejuízo aos investidores. A empresa também se mostrou surpresa com a reabertura do caso, especialmente após o fechamento de capital da companhia, ocorrido em 2023.
A companhia havia encerrado um processo de recuperação judicial em maio de 2023. A oferta pública para retirar suas ações da Bolsa, em junho do mesmo ano, foi um passo decisivo no fechamento de seu capital.
Além disso, a CVM já havia multado Ricardo Staub e Eugênio Staub em R$ 680 mil cada, no total de R$ 1,36 milhão, em agosto de 2023, em um caso envolvendo falta de transparência com investidores. O novo processo que gerou as propostas rejeitadas nesta semana acusa os conselheiros e executivos de não convocarem a assembleia geral ordinária de 2022 e de não cumprirem os prazos para a elaboração das demonstrações financeiras de 2022 e 2023.
As acusações contra Ricardo Staub incluem também a divulgação tardia e incompleta de informações sobre o recebimento de créditos tributários. O caso ainda está em andamento, e a decisão final ficará a cargo da CVM.
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