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EXCLUSIVO: recompra de títulos é foco de depoimentos no caso Master e defesa usa documento do próprio Banco Central; veja o que diz o ofício
Publicado 31/12/2025 • 10:13 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 31/12/2025 • 10:13 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A acareação convocada pela Polícia Federal após os depoimentos prestados por Daniel Vorcaro, dono do banco Master, e Paulo Henrique Santos, presidente do BRB, teve como tema principal a acusação de venda de créditos falsos.
Foi apresentado à delegada Janaina Palazzo um documento técnico do Banco Central, usado pela defesa de Vorcaro para esclarecer dúvidas sobre a origem e o tratamento das carteiras de crédito consignado sob análise. Segundo advogados que acompanham o caso, não houve acareação formal: o que ocorreu foi a apresentação e a concordância das partes quanto ao teor do ofício do BC, que já delimitava o escopo da apuração.
O documento em questão é um ofício enviado pelo Banco Central ao Ministério Público Federal (MPF). Nele, a autoridade monetária informa que o foco das apurações recai sobre carteiras de consignado originadas por terceiros, já substituídas pelo banco, e que não foram identificados indícios de irregularidades nas operações próprias do Banco Master.

Depoimentos se apoiaram no ofício do BC
De acordo com os advogados, os esclarecimentos prestados por PH e Vorcaro se limitaram a confirmar o conteúdo do documento. Ambos concordaram que as carteiras questionadas já haviam sido substituídas, ponto central descrito pelo Banco Central no ofício encaminhado ao MPF.
A apresentação do documento teve como objetivo afastar a acusação de “créditos falsos”, ao demonstrar que as reclamações de clientes estavam associadas a créditos originados por uma empresa terceirizada, e não às operações próprias do Banco Master.

O que o Banco Central apurou
No ofício, o Departamento de Supervisão Bancária (Desup) relata que, ao tomar conhecimento da parceria envolvendo cessões de carteiras de consignado do Banco Master ao BRB, questionou a instituição sobre a operação. O banco informou que as carteiras haviam sido adquiridas de um terceiro, a The Pay Soluções de Pagamentos Ltda., e cedidas ao BRB em dezembro de 2024.
Após reclamações de titulares afirmando desconhecer as operações, o Banco Master decidiu recomprar as carteiras em 12 de fevereiro de 2025, desfazendo a cessão e encerrando a relação comercial com a originadora.

Recompra de R$ 1,7 bilhão
O Banco Central registra que a recompra envolveu cerca de R$ 1,7 bilhão. Como os ativos já haviam sido substituídos, a supervisão não realizou novos exames específicos sobre essas carteiras, concentrando-se em outras comunicações já encaminhadas ao MPF.

Delimitação clara do foco
O ofício é explícito ao separar os objetos da análise. Segundo o BC, não foram identificados indícios de irregularidades nas operações de crédito consignado originadas pelo próprio Banco Master. O foco permanece nas carteiras originadas por terceiros, que motivaram as reclamações iniciais.

Documento público
Leia o Ofício 20035/2025-BCB/DESUP, que fundamentou os depoimentos. O texto do Banco Central delimita o alcance da apuração, descreve as medidas adotadas pela instituição financeira e esclarece o ponto que motivou os questionamentos: a origem terceirizada dos créditos e sua posterior substituição.
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