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Bahia testa sistema inédito de baterias para armazenar energia solar
Publicado 12/10/2026 • 19:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 12/10/2026 • 19:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: unsplash
Bahia testa sistema inédito de baterias para armazenar energia solar
A Bahia iniciou uma nova etapa no desenvolvimento de tecnologias de armazenamento de energia renovável. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a Statkraft a testar um sistema de baterias integrado a uma usina solar em Uibaí, no interior do estado. O projeto busca avaliar como a tecnologia pode ampliar o aproveitamento da eletricidade produzida e oferecer mais flexibilidade ao setor elétrico.
O equipamento está instalado na Usina Fotovoltaica Sol de Brotas 7, que faz parte do Complexo Santa Eugênia Solar. Com potência de 1,25 megawatt (MW), a unidade representa um marco para o setor por ser o primeiro sistema de armazenamento por baterias instalado junto a uma usina de geração renovável a receber autorização da Aneel para iniciar a operação.
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A agência formalizou a decisão por meio do Despacho nº 3.843, de 1º de outubro de 2026, que autorizou o funcionamento da unidade armazenadora UG1 a partir de 2 de outubro.
O projeto combina a geração solar com uma estrutura capaz de armazenar eletricidade para disponibilizá-la posteriormente. Na prática, as baterias permitem guardar parte da energia produzida e utilizá-la em momentos mais adequados às necessidades do sistema elétrico.
A tecnologia ganha importância com a expansão das fontes renováveis no Brasil. Embora a energia solar contribua para diversificar a matriz elétrica, sua produção varia conforme a incidência de luz solar e as condições climáticas.
Nesse cenário, o armazenamento pode ajudar a aproveitar a eletricidade gerada em períodos de maior produção e disponibilizá-la em outros momentos. Dessa forma, o sistema amplia as possibilidades de gerenciamento da energia renovável.
Além disso, a Statkraft pretende avaliar, na unidade de Uibaí, diferentes estratégias de operação para entender os benefícios da integração entre a geração solar e as baterias.
O projeto faz parte da estratégia da Statkraft para desenvolver soluções tecnológicas associadas à transição energética. A companhia tem atuação internacional no setor e figura entre as principais empresas de geração hidrelétrica da Europa.
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Siga o Times | CNBCNo Brasil, a empresa controla ativos de geração renovável que somam 2,6 gigawatts (GW) de capacidade instalada, considerando operações e projetos em construção.
A iniciativa na Bahia também permitirá reunir informações técnicas sobre o funcionamento de sistemas de armazenamento conectados a usinas renováveis. Esses dados podem ajudar a identificar oportunidades e desafios para a aplicação da tecnologia em outros empreendimentos.
O avanço do projeto ocorre em meio à expansão das fontes solar e eólica na matriz elétrica brasileira. Como essas modalidades dependem de condições naturais, a produção nem sempre acompanha os períodos de maior demanda por eletricidade.
Nesse contexto, os sistemas de armazenamento por baterias, conhecidos como BESS (Battery Energy Storage System), podem guardar excedentes de energia e disponibilizá-los posteriormente. Dependendo da configuração, também podem contribuir para a flexibilidade operacional e para o melhor aproveitamento da infraestrutura elétrica.
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Entretanto, a tecnologia não elimina todos os desafios da geração renovável. Os resultados dependem de fatores como capacidade de armazenamento, custos, condições de conexão à rede e regras regulatórias.
Por isso, a fase experimental na Bahia será importante para avaliar o desempenho do equipamento em condições reais e ampliar o conhecimento sobre suas possibilidades de aplicação.
Com a autorização da Aneel, o projeto da Sol de Brotas 7 coloca a Bahia em posição de destaque no desenvolvimento do armazenamento de energia no Brasil. Os testes poderão contribuir para orientar futuras iniciativas e avaliar como as baterias podem apoiar a integração das fontes renováveis ao sistema elétrico nacional.
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