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Brasil já lidera transição energética e pode ganhar vantagem com alta do petróleo, diz Firjan
Publicado 14/04/2026 • 12:29 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 14/04/2026 • 12:29 | Atualizado há 7 meses
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O Brasil já se antecipou à transição energética global e pode ampliar sua vantagem competitiva em meio às tensões no mercado de petróleo, afirma a gerente geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, Karine Fragoso. Em entrevista nesta terça-feira (14) ao Pré-Market, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ela destaca que o País combina uma matriz energética limpa com alternativas já consolidadas, como o etanol, que ganham força diante da volatilidade internacional.
Segundo a executiva, o Brasil “já fez a escolha pela transição energética há bastante tempo”, sustentado por uma matriz predominantemente renovável. “Nós já temos a matriz energética mais limpa do mundo depois da França”, afirmou, ressaltando o peso das hidrelétricas e o avanço recente de políticas públicas para ampliar a capacidade de armazenamento de energia hídrica.
No cenário atual, marcado por tensões geopolíticas e redução das projeções de demanda global de petróleo, o etanol surge como alternativa competitiva no Brasil. Fragoso destaca que o país já possui uma estrutura consolidada desde o Proálcool, lançado na década de 1970, o que garante vantagem frente a outras economias.
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“Hoje, o álcool me permite ter uma economia frente ao que a gente está vivendo com a alta do petróleo”, afirmou. Segundo ela, o modelo flex dos veículos brasileiros amplia essa competitividade, permitindo ao consumidor escolher o combustível mais vantajoso diretamente na bomba.
A executiva também lembrou que o Brasil conta com produção diversificada de biocombustíveis, tanto a partir da cana quanto do milho, além da presença do biodiesel na matriz, o que reforça a resiliência do setor energético nacional diante de choques externos.
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Siga o Times | CNBCApesar do avanço das energias renováveis, Fragoso ressalta que o petróleo continuará sendo essencial para a economia global. “O óleo é fundamental para a nossa vida moderna”, disse, citando sua presença em diversos setores, da indústria à medicina.
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Para ela, a tendência é de redução gradual da participação do petróleo na matriz energética, mas não de substituição abrupta. “A gente vai continuar precisando do óleo, só que a tendência é reduzir a sua participação”, afirmou.
A executiva avalia que o ritmo da transição energética será determinado por fatores como disponibilidade de financiamento, desenvolvimento tecnológico e adaptação regulatória. “Isso não se faz de forma célere como o mundo estava querendo fazer”, disse, destacando a necessidade de planejamento e integração entre diferentes fontes de energia.
Fragoso também apontou oportunidades em novas frentes, como energia eólica offshore, solar e até nuclear, além do potencial de o Brasil se consolidar como fornecedor de petróleo de menor impacto ambiental no mercado internacional.
Segundo ela, a combinação entre matriz limpa e produção de óleo de melhor qualidade pode manter o País em posição de destaque. “A gente vai conseguir permanecer como grandes líderes dessa matriz mais limpa, entregando também um óleo valorizado no mercado externo”, afirmou.
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