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Impacto da guerra no Brasil é ‘difícil de mensurar’, diz diretora do Ineep

Publicado 10/03/2026 • 21:51 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • "Vai depender muito da duração e da dimensão dessa crise, ou se ela vai se espalhar por toda a região”, afirmou Ticiana Alvares, diretora técnica do Ineep, em entrevista ao Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC.
  • Segundo a especialista, o mercado já registrou uma explosão nos preços internacionais do petróleo e do gás devido ao Estreito de Ormuz.
  • O fechamento dessa via marítima gera incertezas que afetam diretamente as projeções econômicas globais.

Ainda é difícil mensurar os impactos da crise no Oriente Médio, disse Ticiana Alvares, diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. “Vai depender muito da duração e da dimensão dessa crise, ou se ela vai se espalhar por toda a região”, afirmou.

Segundo a especialista, o mercado já registrou uma explosão nos preços internacionais do petróleo e do gás devido ao Estreito de Ormuz. O fechamento dessa via marítima gera incertezas que afetam diretamente as projeções econômicas globais.

Ticiana destacou que a estrutura de refino nacional reage de formas distintas ao cenário externo. Ticiana afirmou que “de imediato, verificamos alta nos preços dos combustíveis no Amazonas e na Bahia em função de as refinarias privatizadas praticarem preços de mercado”.

Para o restante do país, ela explicou que a Petrobras possui mecanismos de amortecimento para evitar o repasse imediato da volatilidade. Entretanto, ela alertou que existe um limite de repasse e que a manutenção desses preços depende da intensidade do conflito.

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A vulnerabilidade brasileira em insumos básicos foi apontada como um tema de segurança nacional. Alvares ressaltou que “o Brasil é altamente dependente externo dos fertilizantes e vamos precisar importar uma quantidade maior a um preço mais alto”.

Ela argumentou que o país deve aproveitar a crise para internalizar a produção de insumos estratégicos, como diesel e gás de cozinha. Essa medida seria essencial para conter o impacto inflacionário que atinge diretamente o preço dos alimentos e o transporte rodoviário.

Sobre a saúde financeira da estatal, a diretora comparou as projeções de mercado com a realidade atual de preços elevados. Ela explicou que “a Petrobras projetou os preços em seu plano de negócios a US$ 63,00 o barril, mas se o valor se fixar no patamar de US$ 90,00, o lucro será extraordinário”.

Por ser uma grande exportadora de óleo bruto, a companhia se beneficia da alta internacional, compensando parte dos custos com a exportação de óleo. Esse cenário aumenta o interesse da indústria em elevar a produção nacional para aproveitar a escassez de oferta mundial.

A normalização do fluxo de abastecimento no mercado global não deve ser imediata, mesmo com a reabertura de rotas. Ticiana observou que “se o cenário for de tensões e ataques permanentes, a produção vai cair de qualquer forma, independente do estreito”. Ela reforçou que as expectativas do mercado futuro influenciam os preços antes mesmo de qualquer confirmação física de escassez.

A manutenção de um ambiente radicalizado no Mar Vermelho e arredores mantém o prêmio de risco elevado, pressionando as economias que dependem da distribuição marítima de energia.

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