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“Estamos no início da maior crise de energia do mundo”, diz Batistella sobre o diesel no Brasil
Publicado 12/03/2026 • 13:31 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 12/03/2026 • 13:31 | Atualizado há 1 hora
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Reprodução
Erasmo Batistella – que também é um dos notáveis do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
A guerra no Oriente Médio reacendeu no Brasil um alerta que o setor do agronegócio já vinha sinalizando: o risco de falta de diesel. Com o barril de petróleo pressionado e refinarias sendo afetadas pelo conflito, a dependência brasileira de importações do combustível virou uma vulnerabilidade concreta, especialmente no momento em que o campo mais precisa de energia.
“Nós estamos talvez vivendo o início da maior crise na indústria de energia e de petróleo do mundo”, afirmou Erasmo Batistella, empresário do setor de biocombustíveis e um dos colunistas notáveis do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, em entrevista ao canal nesta quinta-feira (12).
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Batistella relatou que distribuidoras de combustível no Rio Grande do Sul, conhecidas como TRRs, empresas que vendem diesel em grande escala para consumidores finais, já enfrentam dificuldades de abastecimento. O alerta chega num momento crítico: o estado está prestes a iniciar a colheita da soja, a fase de maior consumo de diesel no campo.
Na manhã desta quinta-feira, a Petrobras realizou um leilão de estoque na refinaria gaúcha. O resultado foi um aumento de quase R$ 2 por litro nos 20 milhões de litros comercializados. “Nós temos dois grandes desafios hoje no Brasil em relação ao diesel: um é o suprimento, ou seja, ter o produto. O outro é o preço”, disse Batistella.
O Brasil importa cerca de 25% do diesel que consome. Mas Batistella lembrou que, sem o programa de biodiesel iniciado há 20 anos, esse percentual seria de 40%. A mistura atual de 15% de biodiesel ao diesel já representa um amortecedor relevante num momento de choque externo.
“Imagine esse aumento de R$ 2 no preço do diesel que vimos. Sem o biodiesel, poderiam ser R$ 5, R$ 6, R$ 7, já com desabastecimento”, afirmou.
Por isso, o setor defende que o governo federal, por meio do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), aumente a mistura obrigatória de biodiesel ao diesel. Batistella disse aguardar uma coletiva dos ministros Alexandre Silveira, de Minas e Energia, Rui Costa, da Casa Civil, e Fernando Haddad, da Fazenda, com a expectativa de que um anúncio seja feito ainda nesta quinta-feira.
A proposta do setor é elevar a mistura obrigatória para 17% e permitir percentuais autorizativos de até 20% ou 25% nas regiões com maior disponibilidade de biodiesel.
Batistella garantiu que o biodiesel brasileiro tem qualidade para suportar misturas mais altas. “O Brasil tem uma especificação de biodiesel que é uma das mais exigentes do mundo”, afirmou. Em termos de quantidade, o setor estima que seria possível aumentar a produção em 2% ou 3% de imediato.
Um fator favorece esse aumento neste momento: o Brasil está colhendo a maior safra de soja da história, e a oleaginosa é a principal matéria-prima do biodiesel. “Diferentemente do petróleo, nós temos a maior oferta de matéria-prima agora. Isso é uma coisa positiva no meio de tantos desafios”, disse.
Batistella também destacou que o Brasil enfrenta dificuldades para exportar soja, com cancelamento de navios com destino à China. Nesse contexto, aumentar a mistura de biodiesel seria ao mesmo tempo uma necessidade e uma oportunidade para o setor.
O empresário fez uma reflexão sobre o papel dos biocombustíveis na segurança energética do país. “Imagine o que estaria acontecendo agora se não tivéssemos o biodiesel no diesel e o etanol na gasolina. Quando você não tem produto, principalmente na área de energia, o preço já não é o tema mais importante. É você ter ou não ter.”
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