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ESG

Google contrata startup brasileira para ser sua principal fornecedora de créditos de carbono

Publicado 06/11/2025 • 10:49 | Atualizado há 3 meses

KEY POINTS

  • Google fecha acordo com Mombak para reflorestar a Amazônia e compensar 200 mil toneladas de CO₂.
  • Startup brasileira é a primeira aprovada pela Symbiosis Coalition, formada por big techs globais.
  • Créditos florestais da Mombak valem até 10 vezes mais que os REDD por seu alto padrão de qualidade.

O Google firmou seu maior acordo global de remoção e compensação de carbono, em parceria com a startup brasileira Mombak, responsável por projetos de reflorestamento nativo na Amazônia.

O contrato prevê a compra de 200 mil toneladas métricas de créditos de carbono, quatro vezes o volume do acordo-piloto assinado em setembro de 2024.

Segundo a empresa, o objetivo é compensar parte das emissões geradas por seus data centers e escritórios, cuja demanda energética tem crescido com a expansão da inteligência artificial. O novo contrato põe a Mombak como principal fornecedora global de créditos florestais do Google, marcando um avanço do Brasil na cadeia internacional de compensações climáticas.

“A tecnologia com menor risco que temos para reduzir o carbono na atmosfera é a fotossíntese”, afirmou Randy Spock, chefe de créditos e remoção de carbono do Google, explicando a aposta em soluções baseadas na natureza.

Google foca em créditos de alta qualidade

O Google tem buscado alternativas mais confiáveis para neutralizar suas emissões. Em 2024, a empresa já havia investido mais de US$ 100 milhões em tecnologias de captura de carbono, como biochar, erosão de rochas e captura direta de CO₂ do ar.
Apesar desses avanços, a restauração florestal segue sendo a estratégia mais eficaz em custo e impacto.

De acordo com Spock, o Google decidiu evitar os créditos REDD, voltados à preservação de florestas ameaçadas, por conta de denúncias de fraudes e pouca transparência nesse mercado. “O motivo pelo qual quadruplicamos nossa aposta na Mombak é que eles têm uma abordagem muito confiável”, disse.

O modelo da Mombak transforma pastagens degradadas em floresta nativa, com monitoramento da biodiversidade e garantia de permanência do carbono no solo e nas árvores. “Antes, os compradores não sabiam o que estavam adquirindo. Agora, há uma busca clara por qualidade”, afirmou Gabriel Silva, cofundador e CEO da Mombak.

Certificação internacional e impacto global

O projeto da Mombak é o primeiro do mundo aprovado pela Symbiosis Coalition, grupo formado por Google, Meta, Microsoft, Salesforce e McKinsey para validar projetos de remoção de carbono com base científica e benefícios sociais. A coalizão acaba de ganhar novas integrantes, como a Bain & Company e a REI Co-op, e pretende contratar mais de 20 milhões de toneladas de créditos baseados na natureza até 2030.

A Symbiosis exige padrões rigorosos de contabilidade de carbono, rastreabilidade, preservação a longo prazo e impacto positivo nas comunidades locais. Segundo Julia Strong, diretora executiva da coalizão, o Brasil lidera em número de projetos em processo de análise para certificação.

O alto nível de exigência também influencia os preços. Enquanto os créditos REDD são vendidos por menos de US$ 10 por tonelada, as startups brasileiras de reflorestamento, como a Mombak, chegam a comercializar créditos entre US$ 50 e US$ 100 por tonelada, refletindo a escassez de projetos de alta qualidade e a forte demanda global.

“As empresas estão se tornando mais eficientes e produzindo a preços menores, mas a demanda ainda é muito maior que a oferta”, afirmou Gabriel Silva.

Amazônia na agenda global

O anúncio ocorre às vésperas da COP30, conferência climática da ONU que será sediada em Belém (PA), onde a Mombak tem sua base operacional. O governo brasileiro vem promovendo o evento como a “COP das Florestas”, destacando o papel do país na conservação e na restauração de ecossistemas tropicais.

O acordo entre Google e Mombak simboliza essa transição: empresas globais de tecnologia unindo inovação e conservação para enfrentar a crise climática, enquanto o Brasil reafirma sua liderança natural no mercado de carbono florestal.

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