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EXCLUSIVO CNBC: CEO da CoreWeave admite falhas da indústria ao explicar impactos dos data centers
Publicado 09/09/2026 • 20:34 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 09/09/2026 • 20:34 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A expansão dos data centers necessários para sustentar o avanço da inteligência artificial começa a enfrentar resistência em diferentes comunidades, enquanto aumentam as preocupações sobre consumo de energia, infraestrutura, empregos e impactos sociais.
Para Mike Intrator, CEO da CoreWeave, a indústria de tecnologia não tem conseguido explicar adequadamente os efeitos dessa expansão.
Em entrevista exclusiva à CNBC, Intrator afirmou que existe fundamento nas críticas feitas ao setor e reconheceu que as empresas não têm apresentado de forma suficientemente clara os benefícios e os possíveis impactos da construção de grandes centros de processamento de dados.
“Enquanto uma indústria, nós realmente não temos realizado um trabalho especialmente bom em nos representar no que diz respeito aos possíveis e eventuais impactos que os data centers podem causar nas comunidades”.
A declaração ocorre em meio ao crescimento acelerado da infraestrutura necessária para atender à demanda por inteligência artificial.
Empresas de tecnologia e provedores de computação em nuvem ampliam investimentos em data centers para aumentar a capacidade de processamento utilizada por modelos e aplicações de IA.
Segundo Intrator, o problema não está apenas na infraestrutura física. A expansão dos data centers é uma manifestação concreta de uma transformação tecnológica muito mais ampla, que também gera dúvidas sobre o futuro do mercado de trabalho.
Para o executivo, a indústria precisa reconhecer que parte da população não está preocupada apenas com a presença de um data center em sua região. O receio está relacionado às mudanças que a inteligência artificial pode provocar na economia e na vida cotidiana.
“Grande parte do medo sobre essa transformação não é, na verdade, uma questão sobre os centros de dados. É realmente sobre: o mundo está mudando e está mudando muito rapidamente”.
Intrator reconhece que os benefícios potenciais da inteligência artificial são expressivos. A tecnologia pode contribuir para avanços científicos e médicos, incluindo o desenvolvimento de tratamentos e soluções que ainda não existem.
Ao mesmo tempo, esses benefícios futuros não eliminam as preocupações de trabalhadores que temem perder seus empregos diante da automação.
“Essas são situações muito específicas e maravilhosas, mas isso não ajuda alguém que sente que o seu emprego pode estar em risco”.
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Siga o Times | CNBCNa avaliação do CEO, esse é um dos principais desafios para o setor de tecnologia. A indústria precisa participar do processo de adaptação provocado pela inteligência artificial, em vez de apenas defender os benefícios econômicos da tecnologia.
“Existe uma responsabilidade em construir esses data centers que representam a manifestação física do avanço da inteligência artificial”, afirmou.
O executivo também destacou que a sociedade já passou por períodos de transformação provocados por novas tecnologias e conseguiu incorporá-las ao longo do tempo.
Para ele, esse histórico mostra que a mudança pode gerar benefícios, mas não elimina a necessidade de adaptação.
O problema, segundo Intrator, é que o setor tem deixado um espaço vazio na comunicação sobre o processo de transformação.
“Nós, como espécie humana, fizemos um trabalho muito bom de incorporar novas tecnologias ao longo do tempo e impulsionar os planos positivos. Mas, em vez de assumir isso, nós defendemos isso como uma indústria. E isso é uma postura lamentável”.
A discussão também começa a ter consequências para as empresas responsáveis pela construção e operação dos data centers. O aumento da oposição local pode dificultar a obtenção de autorizações, a expansão de projetos e a instalação de novas estruturas.
Questionado sobre se a resistência poderia limitar o crescimento da CoreWeave, Intrator afirmou que a companhia busca reduzir sua exposição por meio de uma estratégia baseada na diversificação de clientes e segmentos do mercado.
“Nossa abordagem segue uma estratégia que tem sido aplicada universalmente em toda a nossa empresa. Pensamos na diversidade dos clientes”.
A CoreWeave atua na oferta de infraestrutura de computação em nuvem voltada principalmente para cargas de trabalho de inteligência artificial.
O crescimento da empresa acompanha a expansão da demanda por capacidade computacional para treinamento e operação de modelos de IA.
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