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EXCLUSIVO CNBC: CEO da Hyundai diz que elétricos não devem representar 50% das vendas até o fim da década

Publicado 15/04/2026 • 17:55 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Montadora ajustou a estratégia da fábrica na Geórgia para incluir híbridos, EVs de autonomia estendida e robotáxis.
  • José Muñoz disse que empresa soma hoje 570 mil empregos diretos e indiretos nos EUA e prevê adicionar mais 25 mil com novos investimentos.
  • CEO afirmou que robôs elevam a produção e a competitividade, sem substituir a expansão da força de trabalho.

A Hyundai Motor Company vai manter uma estratégia agressiva de eletrificação, mesmo diante da desaceleração na demanda por veículos elétricos enfrentada por parte da indústria. Segundo o CEO global da companhia, José Muñoz, a montadora decidiu adaptar o plano industrial nos Estados Unidos, mas sem recuar do investimento em eletrificação.

Em entrevista exclusiva à CNBC, Muñoz disse que a empresa passou a combinar a produção de elétricos com híbridos, veículos elétricos de autonomia estendida e robotáxis, em resposta a um crescimento mais lento do mercado de EVs do que o previsto originalmente.

Segundo o executivo, o projeto inicial da fábrica HMGMA, na Geórgia, previa capacidade para produzir 500 mil veículos elétricos. Depois do anúncio, porém, a Hyundai revisou a estratégia ao avaliar que a expansão dos EVs não ocorreria no ritmo esperado. “Decidimos adicionar um investimento extra para produzir híbridos”, afirmou. Ele acrescentou que as entregas da linha começam ainda neste ano.

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Muñoz também disse que a companhia começará a entregar no próximo ano os chamados EVs de autonomia estendida, com alcance superior a 600 milhas, além de ampliar a produção de robotáxis com o Ioniq 5 na mesma planta a partir do quarto trimestre.

Na avaliação do CEO, o mercado seguirá avançando em eletrificação, mas em um ritmo mais moderado. “Não veremos um mix de 50% a 60% como pensávamos até o fim da década, mas provavelmente algo como 10% a 15%, o que é bom o suficiente para nos comprometermos com essa tecnologia”, disse.

Ele afirmou ainda que os híbridos têm cumprido papel central nessa transição. Segundo Muñoz, 61% das vendas da Hyundai no primeiro trimestre foram impulsionadas por modelos híbridos. Para o executivo, o consumidor americano está usando essa tecnologia como ponte entre os motores a combustão e a eletrificação total. “O híbrido é um tipo de melhor dos dois mundos”, disse.

Ao comentar os investimentos da Hyundai nos Estados Unidos, Muñoz afirmou que a companhia lidera entre os grupos estrangeiros que mais aportam recursos no país e citou um pacote de US$ 26 bilhões. Segundo ele, a empresa “dobrou a aposta” em eletrificação, ao contrário de concorrentes que vêm revendo projetos no segmento.

O executivo também rebateu a leitura de que o avanço da automação possa limitar a geração de empregos na reindustrialização americana. Segundo ele, a expansão industrial exige mão de obra tanto para a operação quanto para a infraestrutura de suporte.

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Muñoz afirmou que a Hyundai adicionou 1.800 trabalhadores de produção para apoiar a expansão e, ao mesmo tempo, instalou cerca de 280 máquinas de automação com robôs em fábricas a combustão nos últimos 15 meses. “É um complemento de ambos”, disse. Segundo ele, a empresa busca automatizar tarefas “chatas, sujas e menos seguras”, enquanto amplia o emprego em outras frentes da operação.

De acordo com o CEO, a Hyundai responde hoje por 570 mil empregos diretos e indiretos nos Estados Unidos. Com os novos investimentos, esse número deve crescer em mais 25 mil, afirmou. Na Geórgia, acrescentou, os compromissos assumidos pela companhia no megasite da HMGMA estão atrelados à criação de vagas.

“Os robôs não estão competindo contra o número de empregos, eles estão trazendo mais produção”, disse. Na avaliação de Muñoz, a automação aumenta a competitividade da indústria sem impedir a expansão da força de trabalho.

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