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Hyundai vê projeto de robôs humanoides sob risco após disputa trabalhista
Publicado 03/02/2026 • 12:00 | Atualizado há 1 uma semana
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Publicado 03/02/2026 • 12:00 | Atualizado há 1 uma semana
KEY POINTS
Robô instalando peças em um veículo
Pexels
A intenção da Hyundai de incorporar robôs humanoides às suas fábricas a partir de 2028 gerou reação imediata do sindicato dos trabalhadores da montadora na Coreia do Sul. A entidade afirmou que não aceitará a entrada da tecnologia no chão de fábrica sem um acordo formal com a administração.
Em comunicado divulgado nesta semana, o sindicato declarou que “nenhum robô será autorizado a operar nas linhas de produção sem negociação prévia”, sinalizando um possível impasse trabalhista caso a empresa avance unilateralmente com o plano.
O projeto foi apresentado pela Hyundai durante a CES 2026, em Las Vegas. De acordo com a montadora, a primeira planta a receber os robôs será a unidade de Ellabell, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos. A partir dessa experiência inicial, a empresa pretende ampliar o uso da tecnologia para outras fábricas ao redor do mundo, incluindo a unidade de Piracicaba (SP), no Brasil.
O robô que deve ser incorporado ao processo produtivo é o Atlas, desenvolvido pela Boston Dynamics. Segundo a empresa, a expectativa é alcançar a produção de 30 mil unidades do humanoide até 2028, o que permitiria sua adoção em larga escala pelo grupo automotivo.
A proposta, no entanto, reacendeu discussões sobre impactos no emprego. Segundo o jornal The Korea Herald, o sindicato avalia que, ao longo do tempo, os robôs podem se tornar mais competitivos que trabalhadores humanos em termos de custo e produtividade, criando incentivos para a redução do quadro de funcionários.
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Na avaliação da entidade, a automação amplia o risco de demissões em massa. “Para o capital que busca a maximização do lucro no longo prazo, os robôs oferecem uma justificativa convincente”, afirmou o sindicato em nota.
A Hyundai, por sua vez, afirma que a tecnologia terá papel complementar. Em apresentações feitas na CES, a montadora declarou que os robôs humanoides deverão assumir atividades mais pesadas e repetitivas, com o objetivo de reduzir o esforço físico dos trabalhadores.
O vice-presidente do Hyundai Motor Group, Jaehoon Chang, disse compreender a apreensão dos funcionários e indicou que a empresa estuda um modelo no qual humanos seriam responsáveis por treinar, operar e supervisionar os robôs.
O embate ocorre em um contexto de tensões anteriores entre a empresa e os sindicatos. A entidade trabalhista já vinha criticando a estratégia da Hyundai de expandir a produção fora da Coreia do Sul, especialmente com a nova fábrica nos Estados Unidos, que deve atingir capacidade anual de 500 mil veículos nos próximos três anos.
Segundo o sindicato, esse movimento já estaria afetando trabalhadores em duas fábricas sul-coreanas, com impactos sobre postos de trabalho e perspectivas de longo prazo no país.
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