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EXCLUSIVO CNBC: Nvidia busca financiamento de US$ 500 bi; CEO Jensen Huang declara que seus chips são um “ativo para investimento”
Publicado 10/08/2026 • 20:49 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 10/08/2026 • 20:49 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A Nvidia está tentando transformar seus chips de inteligência artificial na mais nova classe de ativos de Wall Street. Para isso, a empresa fechou parcerias com seis grandes gestoras de ativos em uma iniciativa de financiamento de US$ 500 bilhões, criada para tratar a infraestrutura de computação de forma semelhante a imóveis comerciais, rodovias pedagiadas ou outros ativos que podem servir como garantia para obtenção de crédito.
A fabricante de chips assinou memorandos de entendimento com Apollo Global Management, Blackstone, BlackRock, Brookfield Asset Management, Goldman Sachs e KKR para estabelecer plataformas de financiamento destinadas aos clientes da Nvidia, informou a companhia nesta segunda-feira em comunicado.
Executivos das sete empresas participaram de uma rara entrevista conjunta e ao vivo à CNBC com Becky Quick para discutir o anúncio.
A iniciativa pretende mobilizar mais de US$ 500 bilhões em capital de terceiros para hyperscalers, laboratórios de IA de fronteira e empresas que buscam expandir data centers e adquirir equipamentos da Nvidia. O movimento pode representar uma mudança importante na forma como a infraestrutura de inteligência artificial é financiada.
Ao utilizar crédito institucional, fundos de seguradoras e capital privado para financiar GPUs e data centers, a Nvidia pretende ajudar seus clientes a obter recursos sem precisar comprometer seus próprios balanços.
“Esta é realmente a primeira vez que chips de tecnologia se tornaram uma classe de ativos investível”, disse à CNBC Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia. “Agora são ativos que geram receita. São produtivos, têm longa vida útil, são fungíveis e flexíveis.”
Huang argumentou que, como os equipamentos da Nvidia são amplamente adotados e podem ser transferidos entre diferentes clientes, os credores conseguem avaliar a capacidade de computação como um ativo gerador de receita e com vida útil prolongada.
Historicamente, as GPUs eram consideradas equipamentos que se depreciavam rapidamente. A iniciativa da Nvidia desafia essa visão ao transformar a capacidade computacional voltada à IA em uma infraestrutura de longo prazo que pode ser financiada pelo sistema bancário. Ainda assim, críticos podem questionar se os chips de IA conseguirão manter seu valor à medida que novas gerações de tecnologia forem lançadas.
Gestoras de ativos alternativos têm demonstrado interesse crescente em direcionar capital para infraestrutura digital, utilizando recursos institucionais e de seguradoras para financiar projetos. A Apollo e a Blackstone, entre outras, já estruturaram financiamentos de dívida e participação acionária para empresas como a Anthropic.
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Siga o Times | CNBCA iniciativa de financiamento ocorre após uma queda nos mercados globais em julho, quando investidores começaram a questionar se os investimentos das grandes empresas de tecnologia em IA seriam capazes de gerar retorno. Com os hyperscalers caminhando para investir centenas de bilhões de dólares em data centers e hardware, agências de classificação de risco como a Moody’s alertaram que os gastos de capital sem precedentes começam a pressionar o fluxo de caixa livre e a levar as gigantes de tecnologia a assumir níveis maiores de endividamento.
Executivos do grupo de Wall Street — incluindo o CEO da BlackRock, Larry Fink, o presidente da Blackstone, Jon Gray, e o CEO do Goldman Sachs, David Solomon — afirmaram no comunicado divulgado nesta segunda-feira que a computação evoluiu rapidamente para uma classe de ativos crítica, capaz de impulsionar a próxima etapa do crescimento econômico global.
“Estamos em um momento decisivo de um ciclo histórico de investimentos em IA”, disse Solomon no comunicado. “Nossas funções de investimento e distribuição refletem nossa confiança na liderança da NVIDIA, e estamos entusiasmados com a nova oportunidade de criar um mercado de crédito lastreado em computação da NVIDIA.”
Jensen Huang procurou os grandes nomes de Wall Street para apresentar sua ideia sobre o projeto de financiamento, contou Solomon à jornalista Becky Quick, da CNBC.
A computação voltada à IA será considerada uma “classe de ativos financiável”, da mesma forma que instituições de crédito imobiliário avaliam casas, afirmou Gray, da Blackstone, à CNBC.
Fink, da BlackRock, disse acreditar que o projeto representa o início da “próxima era da engenharia financeira”, comparável à criação dos títulos lastreados em hipotecas na década de 1970. Alguns fundos já foram captados, mas a BlackRock pretende “levantar muito mais”, afirmou.
“Precisamos levantar esse dinheiro o mais rápido possível e colocá-lo para trabalhar, porque acredito que é realmente essencial que os Estados Unidos sejam líderes mundiais em IA”, disse Fink à CNBC.
“Fundamentalmente, o que é diferente nesta indústria e nesta forma de computação é que o computador agora faz parte da infraestrutura, assim como a eletricidade e a internet. Por isso, é preciso pensar nele como infraestrutura”, afirmou Huang durante a entrevista à CNBC.
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