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EXCLUSIVO CNBC: Onsemi prevê dobrar receita com data centers de IA em 2026, diz CEO

Publicado 05/05/2026 • 23:59 | Atualizado há 23 minutos

KEY POINTS

  • CEO da Onsemi diz estar confiante na projeção de dobrar, em 2026, a receita ligada a data centers de IA em relação a 2025.
  • Executivo afirma que a escassez de energia torna a eficiência um tema central para a expansão da inteligência artificial.
  • Companhia vê demanda distribuída entre hiperescaladores, fornecedores de XPUs e diferentes etapas da “árvore de energia”.

A Onsemi prevê dobrar em 2026 a receita ligada a data centers de inteligência artificial em relação a 2025, afirmou Hassane El-Khoury, CEO da companhia, em entrevista exclusiva à CNBC.

A empresa, uma das principais fornecedoras globais de semicondutores de potência e tecnologias inteligentes de energia, registrou receita total de US$ 1,5 bilhão no trimestre, acima das estimativas. Segundo a companhia, a receita com data centers de IA mais que dobrou em relação ao ano anterior.

“Para o ano, o que prevemos é que vamos dobrar em 2026 em relação à receita de 2025”, disse El-Khoury.

O executivo afirmou que a demanda da Onsemi não se limita aos equipamentos dentro dos data centers. Segundo ele, a companhia também se beneficia do chamado “efeito halo” da IA, ligado à necessidade de tornar a infraestrutura energética mais eficiente diante da escassez de energia.

“Todos sabemos sobre as limitações de energia ou escassez para nossos centros de dados”, afirmou.

El-Khoury disse que a Onsemi atua nesse ponto por meio de soluções industriais, sistemas de armazenamento de energia e transformadores de estado sólido. Segundo ele, esse mercado está diretamente ligado à especialidade da companhia em semicondutores de potência.

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Eficiência energética vira tema central

O CEO afirmou que o avanço dos data centers de IA exige mais transparência sobre como a energia é usada. Para ele, o problema não é apenas garantir fornecimento, mas converter cada unidade de energia no máximo possível de capacidade computacional.

“Não sabemos quanta energia está sendo usada, mas o mais importante para a transparência é entender como a energia é utilizada”, disse.

Segundo El-Khoury, a eficiência na infraestrutura de IA deve ser medida pela capacidade de transformar energia em computação, que ele definiu como a “moeda” da inteligência artificial.

“Como traduzimos uma entrada de energia em uma saída de computação, que é realmente a moeda para a inteligência artificial?”, afirmou.

O executivo disse que a Onsemi pode contribuir para essa eficiência a partir da geração e conversão de energia por semicondutores. Ele afirmou que, à medida que mais capital é direcionado à infraestrutura de IA, será necessário compreender melhor a conversão energética.

“Cada unidade de energia precisa nos proporcionar o máximo de capacidade de computação”, disse.

El-Khoury também afirmou que cada GPU em um rack de data center precisa de ao menos 100 chips de potência para sustentá-la. Segundo ele, a demanda tende a crescer conforme novas gerações de GPUs exigem mais energia.

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Demanda não está concentrada, diz CEO

O CEO disse estar confiante na projeção de crescimento porque a receita da Onsemi ligada à IA é diversificada e não depende de um único cliente ou fornecedor.
“Não é uma posição concentrada. Está presente em todos os hiperescaladores, está entre vários fornecedores de XPU”, afirmou.

Segundo El-Khoury, a companhia está exposta a diferentes partes da chamada “árvore de energia”, conceito que vai da rede elétrica até o núcleo dos chips.

“Essa amplitude do portfólio que oferecemos e a nossa exposição aos clientes e ao mercado me dão a confiança e o conforto de que o crescimento será sustentado”, disse.

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