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Petróleo cai abaixo de US$ 76 com alívio sobre oferta e Estreito de Ormuz
Publicado 24/06/2026 • 07:06 | Atualizado há 1 hora
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O petróleo ampliou as perdas nesta quarta-feira (24), à medida que diminuíram as preocupações com possíveis interrupções no fornecimento, enquanto investidores acompanhavam os desdobramentos no estratégico Estreito de Ormuz.
Os contratos futuros do petróleo Brent para agosto, referência internacional, caíam 1,7%, para US$ 75,79 por barril, atingindo o menor nível desde 27 de fevereiro, um dia antes do início da guerra liderada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã.
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Já os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, para agosto, recuavam 1,7%, para US$ 71,98 por barril.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta quarta-feira as empresas de petróleo por não reduzirem os preços da gasolina na mesma proporção da recente queda dos preços do petróleo bruto.
“As grandes empresas de petróleo não estão reduzindo os preços nas bombas de combustível de forma compatível com a forte queda dos preços que estão pagando pelo petróleo. Esses preços estão despencando!”, escreveu Trump em uma publicação na Truth Social.
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“Em outras palavras, os consumidores estão sendo explorados. Instruí o Departamento de Justiça (DOJ) a começar imediatamente a investigar isso. Os preços da gasolina precisam começar a cair muito mais rápido do que estou vendo!”, acrescentou.
A CNBC entrou em contato com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para comentar o assunto e aguarda uma resposta.
Karen Young, pesquisadora sênior do Centro de Política Global de Energia da Universidade Columbia, classificou a publicação como um “teatro político”, observando que “não é assim que os preços da gasolina funcionam nos Estados Unidos”.
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“Existem impostos estaduais e locais que incidem sobre o preço da gasolina vendida nos postos nos Estados Unidos”, disse Young ao programa Access Middle East, da CNBC.
“Na verdade, isso depende das refinarias, e leva algumas semanas para que a queda dos preços do petróleo bruto se reflita nos preços das refinarias e, depois, chegue ao consumidor. Só então é possível observar uma resposta.”
Os investidores também foram incentivados por sinais de que o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz pode começar a voltar ao normal.
Mais de 11 mil marítimos que estavam retidos no Golfo Pérsico começarão a deixar a região pelo Estreito de Ormuz após a obtenção de garantias de segurança, segundo a Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês).
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“Conseguimos as garantias de segurança necessárias e verificamos cuidadosamente as condições para uma navegação segura que permita essas operações”, afirmou o secretário-geral da IMO, Arsenio Dominguez, em comunicado.
Dominguez acrescentou que a operação será realizada “em estreita cooperação com o Irã, Omã, todos os demais Estados costeiros da região, os Estados Unidos e o setor marítimo”.
As pressões sobre a cadeia de suprimentos aumentaram devido ao maior tempo de trânsito dos navios retidos no Estreito de Ormuz e às interrupções na capacidade do transporte aéreo de cargas, afirmou Aditi Rasquinha, CEO da DHL Global Forwarding Greater China, em entrevista ao programa Squawk Box Asia, da CNBC.
“Com a reabertura do estreito, grande parte dessas pressões deve diminuir”, disse Rasquinha, ressaltando, no entanto, que a normalização da cadeia de suprimentos ainda deve levar algum tempo.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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