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EXCLUSIVO: IA já não é hype e vai mudar radicalmente os negócios, diz CEO da IBM Brasil

Publicado 23/02/2026 • 20:19 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Em entrevista exclusiva ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Marcelo Braga afirmou que a inteligência artificial deixou de ser tendência e já está transformando processos, atendimento e cultura nas empresas.
  • A chamada IA agêntica deve ampliar a autonomia dos sistemas dentro das organizações, mas, segundo ele, automatizar não resolve falhas estruturais.
  • Cibersegurança e liderança entram no centro da agenda corporativa, com o tema deixando de ser apenas tecnológico para se tornar questão de risco operacional e continuidade de negócios.

A inteligência artificial deixou de ser uma tendência restrita à área de tecnologia e passou a redefinir a forma como empresas operam, tomam decisões e se relacionam com clientes e funcionários. A avaliação é de Marcelo Braga, CEO da IBM Brasil.

Em entrevista exclusiva ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o executivo afirmou que a IA já não pode mais ser tratada como um tema experimental.

“A IA muda tudo nos negócios”, disse. Segundo ele, a tecnologia deixou de ser assunto exclusivo de especialistas e passou a influenciar processos centrais das companhias, do atendimento ao cliente à forma como as equipes aprendem e trabalham.

Braga destacou que, além da tecnologia, cultura organizacional e liderança são pontos críticos para a transformação digital. Na avaliação dele, a cultura continua sendo o principal ativo das empresas, mas precisa ser adaptada a um ambiente “totalmente conectado, totalmente digital e totalmente voltado à IA”.

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IA agêntica

O CEO da IBM também abordou o avanço da chamada IA agêntica, ou seja, sistemas capazes de executar processos com início, meio e fim dentro de limites previamente definidos.

Ele explicou que esses agentes podem assumir partes de fluxos operacionais e, combinados, estruturar processos mais amplos dentro das empresas. No entanto, alertou que automatizar não resolve problemas estruturais.

“Não adianta um processo ruim ser hiperautomatizado e ganhar uma velocidade imensa se ele é ruim”, afirmou.

Para Braga, a adoção desses sistemas deve levar a uma nova configuração da força de trabalho. Ele mencionou que empresas já discutem uma dinâmica híbrida, em que humanos e sistemas atuam de forma integrada.

“Talvez não seja mais recursos humanos, talvez vire robôs e humanos”, comentou, ao explicar que os profissionais passarão a orquestrar processos com apoio de agentes digitais.

Apesar das mudanças, ele descartou a substituição completa das pessoas. Segundo o executivo, sistemas executam tarefas, mas decisões e critérios continuam sob responsabilidade humana.

“Quem decide é a pessoa que deu a liberdade para o robô ou para a automação fazer isso acontecer.”

Na visão de Braga, o novo ambiente tecnológico favorece profissionais com repertório amplo, criatividade e capacidade de formular boas perguntas, especialmente na interação com modelos de IA.

Ele observou que a qualidade de um resultado depende da clareza e profundidade do comando dado ao sistema, o chamado prompt, o que amplia a importância de habilidades tradicionalmente associadas às áreas de humanas.

Ao falar diretamente aos líderes empresariais, o CEO foi enfático: é preciso experimentar.

“O primeiro conselho que eu daria é: use”, afirmou, defendendo que o letramento executivo é decisivo para a adoção da tecnologia de forma estratégica.

Segundo ele, diferentemente de ondas anteriores de inovação, a IA está acessível a qualquer pessoa com um computador ou celular, o que democratiza o acesso a ferramentas antes restritas a grandes corporações ou centros acadêmicos.

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Cibersegurança

Braga também destacou que o avanço da digitalização amplia os riscos de segurança cibernética. Para ele, o tema deixou de ser responsabilidade exclusiva da área de tecnologia e passou a ser assunto de conselho e risco operacional.

“O mundo mais seguro é o mundo desconectado. Mas isso é impossível”, afirmou.

Ele ressaltou que boa parte das vulnerabilidades decorre do comportamento dos próprios usuários, como o clique em links suspeitos, e que ataques hoje não se limitam ao roubo de dados, mas podem paralisar operações inteiras.

Questionado sobre a possibilidade de uma bolha em inteligência artificial, Braga afirmou que há muita expectativa em torno da tecnologia, mas reforçou que o potencial é concreto.

“Não é hype, é uma realidade”, disse. Ainda assim, ponderou que o mercado ainda está no início da curva de maturidade e que é cedo para afirmar se há exagero nas projeções.

Para o executivo, a IA deve provocar uma transformação comparável à eletricidade ou à internet, mas em um intervalo de tempo muito menor.

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Amanda Souza

Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.

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