Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Faturamento do varejo alimentar sobe 1,4%, mas unidades vendidas recuam e carrinho encolhe
Publicado 10/04/2026 • 10:05 | Atualizado há 6 meses
OpenAI negocia captação de US$ 30 bilhões e prepara abertura de capital em 2027
Elon Musk investe cerca de US$ 1 bilhão na Skydance
Barclays planeja cortar 5 mil empregos com avanço da inteligência artificial
CEO da Nvidia diz que demanda por neoclouds está “nas alturas”, mas falta capital
Anthropic anuncia prévia do Claude Duet, agente pessoal de IA para competir com Muse e Dots
Publicado 10/04/2026 • 10:05 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Varejo alimentar cresce 3,6% em outubro com impulso do atacarejo
O varejo alimentar brasileiro fechou o primeiro trimestre de 2026 com crescimento nominal de 1,4% no faturamento em relação ao mesmo período do ano anterior. O número, porém, esconde um movimento de sentido oposto: as unidades vendidas recuaram 2,1% e o tamanho do carrinho encolheu 2,5% em quantidade de itens por ticket. Os dados são do Radar Scanntech, divulgado em abril de 2026.
Todo o crescimento em faturamento veio do preço. A alta de 3,6% no preço médio foi o único fator que sustentou o resultado, com o volume de compras puxando na direção contrária.

O resultado ficou abaixo da inflação do período, o que configura retração real nas vendas. O fluxo em loja se manteve praticamente estável, com variação de apenas 0,2%, indicando que o consumidor continuou indo às compras, mas gastando menos por visita.
Para Felipe Passarelli, head de Inteligência de Mercado da Scanntech, o diagnóstico é de um consumidor que compra menos, mas migra para itens de maior valor agregado. Categorias premium avançam enquanto itens básicos recuam, movimento que o executivo associa ao desvio de renda das classes D e E para as apostas esportivas e ao aumento da renda disponível da classe média com a isenção do Imposto de Renda.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO canal historicamente preferido pelo consumidor mais sensível a preço foi o mais pressionado. No trimestre, o atacarejo registrou queda de 1% em faturamento e de 3,8% em unidades vendidas na comparação com o mesmo período de 2025. Só em março, a retração chegou a 0,8% em faturamento e 3,5% em unidades.
A perda de força do atacarejo reforça a leitura de que a pressão sobre o consumidor de menor renda se aprofundou nos primeiros três meses do ano.
Março foi o mês mais fraco do trimestre. A Mercearia Básica recuou 7,3% em faturamento, pressionada pela deflação de 8,7% em itens como arroz, açúcar, óleo e café, apesar da leve alta de 1,6% em unidades vendidas. Bebidas caíram 13,3% em unidades e 6,7% em faturamento, reflexo da ausência do Carnaval em março, que em 2025 havia impulsionado o mês.
Do lado positivo, a antecipação da semana de Páscoa para março de 2026 sustentou parte do resultado. Ovos de Páscoa dispararam 361,4% e chocolates subiram 50,7%. A alta no preço do bovino in natura, de 8,5%, do feijão, de 14,1%, e do energético, de 4,8%, também contribuiu para segurar o faturamento do mês.
A disparidade regional completa o quadro. O Nordeste liderou o crescimento, com alta de 2,3% em faturamento. No outro extremo, São Paulo registrou queda de 5,5% em unidades vendidas e a região formada por Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo recuou 4,8% em faturamento.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
GERP: Flávio tem 53 pontos e Lula, 47; distância aumenta a cinco dias das eleições
2
Lula promete tarifa zero a cinco dias do 2º turno, mas não detalha como bancar custo bilionário
3
PESQUISA QUE ACERTOU PRIMEIRO TURNO: Flávio tem 53% e Lula 47% dos votos válidos, diz Gerp
4
Luxo: fotos mostram viagens de Lulinha em jato fretado e passeios pagos por empresários; veja
5
DECISÃO 2026: ranking das pesquisas eleitorais mostra diferenças entre as estimativas dos institutos e o resultado das urnas