Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Febraban Tech: Segurança virou ativo para bancos atraírem clientes, diz diretor da Serasa Experian Rodrigo Sanchez
Publicado 24/08/2026 • 22:24 | Atualizado há 2 meses
Funcionário saudita da OpenAI é preso por instalar dispositivo de gravação em seu escritório
S&P 500 fecha estável após balanços de grandes bancos e queda de ações de chips de memória
Ataques a aeroportos colocam a aviação na mira dos conflitos geopolíticos
Delta adia para março estreia de voos à Arábia Saudita após ataques em Riad
Anthropic apresenta números do 3º trimestre a investidores institucionais antes de possível IPO de US$ 2 trilhões
Publicado 24/08/2026 • 22:24 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A segurança digital deixou de ser apenas uma área de proteção para se tornar também um diferencial comercial das instituições financeiras. É o que afirmou Rodrigo Sanchez, diretor de Estratégia de Mercado de ID&F da Serasa Experian, durante a Febraban Tech.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Sanchez disse que o avanço e a profissionalização das fraudes fizeram os bancos ampliar investimentos e tornar mais visíveis as ferramentas usadas para proteger os clientes.
“A segurança virou um ativo para captação de novos clientes. E isso é muito importante. Então esse investimento se tornou relevante e com retorno claro para as empresas”, afirmou.
Segundo ele, o cenário mudou em relação a alguns anos atrás, quando as instituições evitavam expor publicamente problemas relacionados a fraudes.
“Talvez há cinco, seis, sete anos, quando você chegasse para um banco e falasse ‘vamos falar de fraude’, eles iam falar: ‘que fraude? Aqui não acontece fraude’. Hoje as instituições financeiras vão para a mídia falar sobre as camadas de segurança que implementam”, disse.
Sanchez afirmou que o Brasil enfrenta um ambiente especialmente desafiador no combate aos crimes financeiros digitais.
“A gente vive hoje num dos países mais arriscados do mundo quando você fala em transações financeiras digitais”, disse.
Segundo ele, um dos motivos é a maior capacidade financeira e técnica dos grupos envolvidos em fraudes.
“Os fraudadores conseguiram se capitalizar e se profissionalizar para conseguir sofisticar a fraude”, afirmou.
Essa evolução dificulta tanto a prevenção pelas empresas quanto a identificação dos golpes pelos próprios consumidores.
“Tanto para as empresas prevenirem está mais difícil como para os próprios consumidores entenderem os padrões da fraude para não estarem vulneráveis”, disse.
O uso de inteligência artificial pelos criminosos adicionou novas camadas de complexidade ao problema, segundo Sanchez.
Entre os exemplos está o uso indevido de documentos para localizar rostos semelhantes ao de uma vítima e tentar superar verificações biométricas.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBC“Hoje as pessoas podem pegar o seu CPF, submeter num sistema, e um fraudador vai encontrar rostos de pessoas que se assemelham a você para passar, por exemplo, por análises biométricas”, afirmou.
Sanchez também relatou golpes construídos a partir de informações disponíveis em processos judiciais.
“Existem fraudes de pessoas que pegam seus dados de ações judiciais da sua empresa e se passam por juízes, advogados e criam um teatro para poder ludibriar as pessoas a fazerem depósitos”, disse.
A inteligência artificial amplia ainda mais esse risco.
“Existem sistemas de inteligência artificial hoje capazes de simular imagens, vozes, movimentos para passar por camadas de segurança”, afirmou.
Perguntado se o ambiente brasileiro torna a adoção de IA mais cara para as instituições financeiras, Sanchez disse que o principal efeito é uma mudança de prioridade nos investimentos.
“Mais do que um investimento mais caro, ele está virando, de alguma maneira, uma prioridade dentro das empresas. Então a reserva de orçamento está se tornando mais importante, mais relevante”, afirmou.
Segundo ele, as empresas estão em diferentes níveis de maturidade tecnológica, mas existe consenso sobre a necessidade de reforçar a proteção.
“Existem empresas com níveis de maturidade diferentes, mas todos entendem que esse é um tema crítico, é um tema importante para ser feito”, disse.
Para Sanchez, o avanço da tecnologia exige que bancos e demais instituições construam diferentes barreiras de proteção simultaneamente.
“Se eu não coloco as camadas certas, se eu não ofereço a proteção para as empresas e para o próprio cliente, está todo mundo vulnerável e perde a sociedade como um todo nesse processo”, afirmou.
A segurança digital está entre os principais temas da Febraban Tech 2026, que reúne executivos dos setores financeiro e de tecnologia em São Paulo para discutir inteligência artificial, transformação digital, novos meios de pagamento e os desafios tecnológicos do sistema financeiro.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Flávio Bolsonaro tem 55% dos votos válidos contra 45% de Lula no segundo turno, aponta pesquisa Gerp
2
DECISÃO 2026: Flávio tem 53,1% dos votos válidos contra 46,9% de Lula, aponta pesquisa DataTrends
3
Brasil pode superar os Estados Unidos e se tornar maior exportador agrícola do mundo em 2026
4
Médicos acionistas da Oncoclínicas cobram auditoria e questionam gestão em meio à crise financeira
5
Após defender Master, Gabriela Prioli sinaliza voto em Lula; mensagens revelam contrato de 12 meses da influenciadora com o banco