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Fictor, que ofereceu R$ 3 bi pelo Master, muda método de captação e diz que pagará investidores até 12 de fevereiro
Publicado 14/01/2026 • 17:25 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 14/01/2026 • 17:25 | Atualizado há 1 hora
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Divulgação/Fictor
Grupo Fictor
A Fictor, que tentou comprar o banco Master, fará uma transição da sua operação de investimentos para FIDCs (fundos de investimento de direitos creditórios), anunciou a empresa para o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo a Fictor, a decisão “reflete a evolução do modelo de negócio e busca dar “maior robustez regulatória, governança, transparência e proteção ao investidor”. O anúncio aconteceu depois da proliferação de reclamações contra a companhia por conta de não realizar os pagamentos de resgates solicitados por investidores. A Fictor disse que realizará os pagamentos até o dia 12 de fevereiro de 2026.
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A empresa ficou em evidência depois de tentar comprar, em novembro 2025, o banco Master em uma operação de cerca de R$ 3 bilhões. A aquisição foi vetada pelo Banco Central (BC) pouco antes de a autarquia decretar a liquidação do Master. O BC alegou que a Fictor não tinha capital para realizar a operação.
A empresa trabalha hoje no sistema de SCPs (Sociedade em Conta de Participação). Nesse tipo de instrumento, as relações contratuais entre empresa e cliente operam fora do regime de oferta pública de valores mobiliários e por isso não é fiscalizado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Já os FIDCs são sujeitos à supervisão da CVM, com segregação patrimonial, prestação periódica de informações, auditoria independente e estrutura formal de gestão e controles.
Contudo, agentes do mercado financeiro alertam para o fato de que apenas a mudança para o segmento de FIDC não resolve o problema da Fictor, considerando que os ativos dentro dos fundos serão os mesmos contidos nos SCPs e que a CVM tem tido dificuldades de identificar problemas de origem do dinheiro e liquidez mesmo dentro dos fundos registrados em ambiente regulado.
A Fictor garante que as operações são regulares e que o atraso nos pagamentos tem a ver com um “momento atípico”, de “maior exposição”, o que tende a aumentar os pedidos de resgates dos investimentos. Tendo isso em vista, a empresa fará o movimento para o setor regulado de fundos.
Além disso, a empresa alega que as dificuldades estão relacionadas a “ajustes operacionais decorrentes de relações com fornecedores estratégicos, o que gerou um desafio temporário de liquidez e de timing operacional”. “Desde a identificação desse cenário, a companhia passou a executar diversas frentes simultâneas, como liquidação de operações e ativos estratégicos, para regularizar os resgates”, conclui.
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