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Mitre tem queda de 9,3% nas vendas e fica sem lançamentos no terceiro trimestre, segundo prévia operacional
Publicado 14/10/2026 • 12:10 | Atualizado há 29 minutos
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KEY POINTS
Foto: Unsplash
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A incorporadora Mitre fechou o terceiro trimestre de 2026 sem nenhum lançamento e com vendas líquidas 9,3% abaixo do mesmo período de 2025, totalizando R$ 253,7 milhões.
Um ano atrás, os lançamentos da Mitre no terceiro trimestre totalizaram R$ 520,8 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV), segundo a prévia operacional divulgada na terça-feira (13).
Os números constam do documento da própria companhia e, por isso, todas as informações a seguir são atribuídas a ela. Em relação ao segundo trimestre de 2026, as vendas líquidas subiram 28%.
O resultado de R$ 253,7 milhões corresponde a 154 unidades, queda de 53,9% sobre as 334 do terceiro trimestre de 2025, quando as vendas líquidas somaram R$ 279,7 milhões. No acumulado de nove meses, as vendas líquidas ficaram em R$ 780,7 milhões, 12,8% abaixo do mesmo intervalo do ano passado, com 514 unidades, ante 1.170.
Já as vendas brutas do trimestre chegaram a R$ 276,1 milhões, queda de 11,7% em um ano e alta de 13,4% sobre o segundo trimestre. Os distratos somaram R$ 22,4 milhões, 31,9% menos que um ano antes. A velocidade de vendas sobre oferta (VSO) ficou em 13% no trimestre, ante 13,3% no mesmo período de 2025.
Nos nove meses, as unidades lançadas somam 365, queda de 63,2% sobre as 992 de igual período de 2025, enquanto o VGV lançado subiu 10,3%, para R$ 916,9 milhões, ante R$ 831,3 milhões. O valor corresponde ao NAEEM, lançado no fim do primeiro trimestre e com 55,3% das unidades vendidas.
A empresa explicou que manteve o foco na comercialização de unidades em estoque e optou por não lançar no período, com disciplina na escolha do momento de cada projeto, em um ambiente macroeconômico que classificou como desafiador.
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Siga o Times | CNBCSegundo a companhia, as vendas do trimestre foram integralmente impulsionadas por unidades em estoque. No terceiro trimestre de 2025, R$ 147,4 milhões das vendas líquidas vieram do estoque e R$ 132,3 milhões de lançamentos do período, o que torna as vendas de estoque cerca de 72% maiores agora.
O estoque terminou setembro em R$ 1,7 bilhão em VGV, o equivalente a 1.164 unidades, queda de 7,3% em um ano e de 13,2% sobre o segundo trimestre. O estoque pronto representa 5,2% do total, ante 5,1% no trimestre anterior.
A Mitre entregou três empreendimentos entre julho e setembro, o Raízes Reserve, o ML Brooklin e o Raízes Alto Freguesia do Ó, que somam 906 unidades e VGV de R$ 596,3 milhões. O número de unidades é 15,9% menor que o de um ano antes, de 1.077.
Com o Raízes Premium Butantã, entregue no segundo trimestre, as entregas de 2026 chegam a 1.564 unidades e cerca de R$ 1,1 bilhão em VGV, ante 2.044 unidades nos nove meses de 2025. Para 2027, o pipeline de entregas está cerca de 89% vendido.
A companhia prepara dois lançamentos para o quarto trimestre, que somam mais de R$ 660 milhões em VGV bruto na participação da Mitre. Ambos já têm aprovações e estandes de vendas concluídos e iniciaram atividades comerciais preliminares, que devem se intensificar nos próximos dias, de acordo com a empresa.
O Althea by Mitre, no Campo Belo, em São Paulo, é desenvolvido integralmente pela Mitre e tem 78 unidades em torre única, terreno de 3,2 mil metros quadrados e VGV bruto de R$ 375 milhões. Já o Casa Parque Cerâmica, previsto para novembro, nasce de parceria com a Construtora Basilar em São Caetano do Sul e reúne 202 unidades em três torres, em terreno de cerca de 6,8 mil metros quadrados.
O Casa Parque Cerâmica tem VGV bruto de cerca de R$ 565 milhões, com participação de 51% da Mitre, o equivalente a R$ 288 milhões. Com os dois lançamentos, o VGV bruto lançado em 2026 chegaria a cerca de R$ 1,9 bilhão, dos quais cerca de R$ 1,6 bilhão na participação da companhia.
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