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‘Teremos US$ 3 bilhões em sinergias’, diz CEO da Paramount sobre compra da Warner

Publicado 05/03/2026 • 13:01 | Atualizado há 54 minutos

KEY POINTS

  • CEO da Paramount projeta US$ 3 bilhões em sinergias com a compra da Warner, maior negócio da história do entretenimento
  • David Ellison diz que expectativa de receita cresceu após fechamento do acordo de US$ 111 bilhões com a Warner
  • Paramount promete investir em streaming e produções e descarta venda de ativos icônicos após fusão com a Warner

O CEO da Paramount, David Ellison, afirmou que a companhia deve alcançar US$ 3 bilhões em sinergias com a compra da Warner Bros., negócio fechado em US$ 111 bilhões — o maior da história da indústria do entretenimento. Em entrevista à CNBC, Ellison disse que a expectativa de receita do acordo superou as projeções feitas no momento da assinatura.

“Vamos conseguir US$ 3 bilhões em sinergias”, disse o executivo, acrescentando que ainda serão necessárias reavaliações financeiras para detalhar os próximos passos da fusão.

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Racionalização de custos sem venda de ícones

Ellison adiantou que a empresa vai racionalizar custos, mas descartou a venda de ativos icônicos das duas companhias. Sobre demissões, o executivo reconheceu que haverá cortes, mas afirmou que os números ainda não estão definidos.

“Vamos racionalizar alguns custos”, afirmou, sem detalhar quais áreas serão afetadas. Há ainda uma pressão regulatória local: a Paramount opera emissoras nos Estados Unidos e enfrenta questões ligadas a impostos na Califórnia, o que pode influenciar o volume de demissões no estado.

Streaming recebe prioridade de investimento

Com a fusão concluída, a Paramount vai direcionar capital para streaming e produções. Ellison deixou claro que essas são as apostas centrais do novo grupo após o fechamento do negócio.

Quando o acordo foi assinado, havia uma expectativa de receita. Agora, segundo o executivo, essa projeção é cinco vezes maior. “Quando assinamos o acordo, havia uma expectativa de gerar uma receita. A expectativa que temos agora é de gerar cinco vezes aquela receita que planejávamos”, disse.

Dívida de US$ 79 bi e queda de assinantes

A nova empresa nasce com uma dívida de US$ 79 bilhões, contraída principalmente pelos serviços de TV por assinatura. Ellison garantiu que o grupo tem capital suficiente para lidar com o endividamento e seguir investindo. “Vamos conseguir investir todo o capital que precisamos em streaming, em conteúdo e tecnologia”, afirmou.

A queda de assinantes de TV paga também preocupa. O executivo admitiu que o modelo tradicional perde clientes com rapidez e disse que a empresa avalia como fazer esse ajuste de forma saudável. Marcas icônicas do portfólio, além da Warner Bros., já estão migrando para o streaming — e o grupo vê valor nesse movimento para competir com a Netflix, que chegou a anunciar interesse na compra da Warner antes de a Paramount fechar o negócio.

NFL mantém parceria histórica com o grupo

Ellison destacou ainda a parceria com a NFL como um dos pilares do modelo de negócios. A última temporada foi a melhor da história do grupo em receita publicitária ligada ao futebol americano. “Tivemos uma parceria histórica nessa última temporada”, disse, sem revelar os termos do contrato.

Os direitos esportivos de ligas como NFL, NBA e MLB são transmissões de alto custo para as emissoras, mas garantem audiência em escala — um diferencial que o novo grupo pretende manter frente às plataformas de streaming.

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