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Mercado Livre fecha ano com receita de R$ 45,3 bi e acelera fintech na América Latina
Publicado 24/02/2026 • 21:46 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 24/02/2026 • 21:46 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O Mercado Livre encerrou o quarto trimestre de 2025 com receita líquida de US$ 8,8 bilhões (R$ 45,3 bilhões), alta de 45% na comparação anual, coroando um ano de expansão consistente em suas frentes de e-commerce e serviços financeiros. No acumulado de 2025, a companhia somou US$ 28,9 bilhões (R$ 148,8 bilhões) em receita, avanço de 39% em dólares (ou 52,4% em base neutra de câmbio).
O lucro operacional anual atingiu US$ 3,2 bilhões (R$ 16,5 bilhões), crescimento de 22%, com margem de 11,1%, enquanto o lucro líquido foi de US$ 2 bilhões (R$ 10,3 bilhões), margem de 6,9%.
A divisão de commerce manteve ritmo forte no último trimestre. O GMV (volume bruto de mercadorias) chegou a US$ 19,9 bilhões (R$ 102,5 bilhões), alta de 37% em dólares no 4º trimestre.
A receita líquida do segmento no trimestre foi de US$ 5,0 bilhões (R$ 25,8 bilhões), crescimento de 40% em dólares.
No período, o número de compradores únicos alcançou 83 milhões, crescimento de 24%, enquanto os itens vendidos somaram 752 milhões, avanço de 43%.
A empresa atribui o desempenho aos investimentos em frete grátis, fulfillment, sortimento e experiência do usuário. Cerca de 75% das entregas rápidas foram realizadas em até 48 horas, e os custos unitários de envio caíram em mercados como Brasil, México, Chile e Colômbia, impulsionados pelo ganho de escala.
No Brasil, a redução do valor mínimo para frete grátis impulsionou alta de 45% no número de itens vendidos e de 35% no GMV FXN. A estratégia contribuiu para uma Black Friday recorde, com o maior volume diário de vendas da história da companhia no País.
No México, o GMV FXN cresceu 35% e os itens vendidos avançaram 45%. Já na Argentina, o GMV FXN subiu 42%, com expansão de 36% no número de itens comercializados.
A receita do Mercado Ads avançou 67% em base neutra de câmbio, apoiada em soluções de publicidade com algoritmos baseados em inteligência artificial.
No ano, a receita de commerce totalizou US$ 16,3 bilhões (R$ 83,9 bilhões) (+34%), com 2,4 bilhões de itens vendidos e GMV de US$ 65 bilhões (R$ 334,8 bilhões) (+26%). A companhia inaugurou 16 novos centros de distribuição fulfillment, incluindo o primeiro na China.
A vertical financeira também acelerou. No 4º trimestre, o Mercado Pago registrou receita líquida de US$ 3,8 bilhões (R$ 19,6 bilhões), alta de 51% em dólares (ou 61% FXN).
O TPV (volume total de pagamentos) somou US$ 83,7 bilhões (R$ 431,1 bilhões) no trimestre (+42%), enquanto o número de transações atingiu 4,5 bilhões (+36%). No ano, o TPV acumulado foi de US$ 278 bilhões (R$ 1,43 trilhão), alta de 41%.
A carteira de crédito alcançou US$ 12,5 bilhões (R$ 64,4 bilhões), avanço de 90%, com destaque para a carteira de cartões de crédito, que chegou a US$ 5,7 bilhões (R$ 29,4 bilhões) (+114%). A taxa de inadimplência entre 15 e 90 dias recuou ao mínimo histórico de 4,4%, e a margem líquida de juros (NIMAL) ficou em 23%.
No trimestre, foram emitidos 2,8 milhões de cartões de crédito, enquanto os ativos sob gestão (AUM) cresceram 78%, para US$ 18,8 bilhões (R$ 96,8 bilhões).
Em adquirência, o TPV totalizou US$ 55,7 bilhões (R$ 286,9 bilhões) no trimestre (+33%), e US$ 188 bilhões (R$ 968,2 bilhões) no ano (+32%), apoiado pelo movimento de avanço para clientes maiores e melhorias operacionais, como processamento em 1 segundo.
A companhia intensificou o uso de inteligência artificial em todo o ecossistema. No commerce, a tecnologia impulsionou publicidade e identificação de vendedores de maior valor. Já no Mercado Pago, o assistente de IA, lançado em outubro de 2025, processou mais de 9 milhões de conversas no 4º trimestre, resolvendo 87% das demandas sem intervenção humana.
Em 2025, o Mercado Pago liderou o NPS (Net Promoter Score) no Brasil, México, Argentina e Chile, reforçando a estratégia de foco na experiência do cliente.
“Encerramos 2025 com um desempenho excepcional, ganhando participação de mercado e impulsionando forte crescimento em e-commerce e fintech”, afirmou o CFO Martin de los Santos, destacando que a empresa mantém uma abordagem “ousada, porém disciplinada” nos investimentos.
O período também marcou a conclusão da transição no comando da companhia. Ariel Szarfsztejn, ex-presidente de Commerce, assumiu oficialmente como CEO em 1º de janeiro de 2026, sucedendo a gestão anterior anunciada em maio de 2025.
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