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Michael Burry aponta bolha em IA e aposta contra líderes do setor
Publicado 30/11/2025 • 14:21 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 30/11/2025 • 14:21 | Atualizado há 2 meses
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Fonte: Reprodução
Michael Burry, conhecido por antecipar o colapso imobiliário antes de 2008, voltou ao centro do debate ao mirar um dos temas mais fortes do mercado: a inteligência artificial. Mesmo após retirar o registro formal de sua gestora, a Scion Asset Management, ele continua operando e agora sustenta que o setor vive uma bolha de IA.
A convicção de Burry se apoia no trabalho de Phil Clifton, ex-gestor associado da Scion e hoje à frente da Pomerium Capital. Em análises internas obtidas pela CNBC, Clifton afirma que a rápida adoção de IA generativa ainda não se traduziu em fundamentos econômicos capazes de justificar os investimentos recordes em infraestrutura.
Para ele, o entusiasmo é desproporcional ao potencial de retorno no curto prazo. “Uma tecnologia pode transformar o mundo, mas isso não garante que seja um bom negócio”, escreveu.
Clifton destaca que a economia por trás da IA ainda não acompanha o volume de uso. Estudos citados por ele mostram que mais de 60% dos adultos nos EUA interagem com IA semanalmente, mas o impacto financeiro é pequeno diante dos gastos das big techs.
Um exemplo: a OpenAI deve ultrapassar US$ 20 bilhões de receita anualizada em 2025. No mesmo período, o investimento global em infraestrutura de IA já se aproxima de US$ 400 bilhões por ano e pode alcançar US$ 3 trilhões nos próximos cinco anos, segundo estimativas da Man Group.
A tese da bolha de IA compara o momento atual ao excesso de capacidade das telecomunicações no início dos anos 2000, quando a instalação de fibras ópticas superou a demanda real e levou a uma queda abrupta de preços.
Clifton afirma que o setor de nuvem repete aquele padrão ao construir data centers e expandir capacidade de processamento na expectativa de que a demanda futura irá preencher a ociosidade. Porém, há sinais de revisão por parte de grandes empresas: a Microsoft cancelou projetos de data centers que usariam 2 gigawatts de eletricidade, enquanto o comando da Alibaba alertou para uma possível bolha no setor.
Segundo a análise, o risco é que a adoção da IA avance de forma mais lenta do que o previsto, deixando investimentos pesados sem retorno adequado.
Nenhuma empresa simboliza melhor a corrida da IA do que a Nvidia, impulsionada por pedidos sem precedentes de GPUs. Mas a tese da bolha de IA questiona se os clientes conseguirão gerar retorno suficiente para justificar o gasto com hardware.
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O ponto central é o ciclo de atualização. Gigantes de tecnologia estenderam a vida útil contábil dos servidores para seis anos, enquanto a Nvidia lança chips novos anualmente, tornando gerações anteriores menos eficientes antes mesmo do fim do período de depreciação.
A empresa argumenta que seus chips permanecem produtivos por mais tempo devido ao ecossistema CUDA. Mas, para Burry e outros críticos, existe uma contradição: a Nvidia promove as vantagens das gerações mais recentes e, ao mesmo tempo, garante que os modelos antigos continuam competitivos. Para eles, uma dessas narrativas não se sustenta.
Burry abriu recentemente uma newsletter no Substack para detalhar sua visão. Ele defende que a IA continuará avançando, mas que os preços dos ativos do setor já refletem expectativas irreais de retorno. Para ele, os sinais de desequilíbrio lembram ciclos anteriores de excesso de investimento.
Se a bolha de IA realmente estoura ou não, ainda está em aberto. Mas Burry, mais uma vez, decidiu ficar do lado menos confortável da narrativa dominante.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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