Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Mineradora Buritirama: disputa bilionária tem novo capítulo; defesa diz que herdeiro é único dono
Publicado 15/01/2026 • 06:00 | Atualizado há 3 meses
Ações da Nvidia fecham em recorde e levam valor de mercado acima de US$ 5 trilhões
Ações da Intel disparam 24% após sinais de recuperação; desempenho é o melhor desde 1987
Mercados globais estão inflados e vão cair, alerta dirigente do Banco da Inglaterra
Montadoras estrangeiras apostam em tecnologia para manter espaço no mercado chinês
S&P 500 e Nasdaq fecham em recorde com Intel e investidores aguardam negociações no Oriente Médio
Publicado 15/01/2026 • 06:00 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Herdeiro de Silvio Tini citado em ação judicial feita pelo bilionário
A disputa familiar que chama a atenção no meio empresarial brasileiro ganha novo capítulo, com a manifestação mais contundente da defesa de João José de Oliveira Araújo. João é o filho que o pai, empresário e bilionário Silvio Tini, quer interditar judicialmente.
Os representantes do herdeiro envolvido na disputa judicial relacionada à mineradora Buritirama, agora contestam as acusações atribuídas a ele no embate com o pai, Silvio Tini. Em conversa por telefone com a reportagem do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, uma fonte que integra a equipe de defesa do empresário afirma que não há provas sobre os valores dos gastos e dívidas, e que as alegações sobre a atuação de João José como empresário e investidor são “falsas”.
A mesma fonte sustentou que cabe à parte acusadora apresentar as provas de gastos e dívida dos números mencionados e que não há necessidade que provar que João é inocente.
A defesa acrescentou que nunca houve inventário de Silvio Tini, tampouco antecipação de herança. A equipe afirma ainda que o único contato entre João José e Silvio fora do litígio teria ocorrido no âmbito do contrato e da venda da Buritirama.
Ainda de acordo com a defesa, o processo corre em segredo de Justiça, o que impediria a divulgação detalhada de compras, gastos e investimentos. Ainda assim, afirma que João José não comprou os mais de 70 carros de luxo, nem adquiriu iates e mansões, como descrito em relatos do litígio. Para os representantes, as compras e investimentos atribuídos ao empresário estariam em um patamar bem inferior ao divulgado, em torno de um terço do valor informado. A defesa também sustenta que a acusação de Silvio Tini não tem provas desses gastos porque, segundo eles, tais gastos não existiriam na dimensão apresentada.
Outro ponto rebatido pela defesa é o pedido de interdição. De acordo com a defesa, o pai de João José teria feito cinco pedidos e todos teriam sido negados pela Justiça, o que, segundo ela, comprovaria que o empresário está pleno de suas faculdades mentais.
A defesa também contesta as críticas relacionadas à distribuição de dividendos. Segundo os representantes, por ser o único dono, João José não teria por que partilhar dividendos com outras pessoas.
Questionada a respeito de um dos pontos apresentados pela defesa sobre a interdição, que menciona que, embora João José administre a empresa e figure como presidente, Silvio Tini não assinou o documento de transferência total das ações da mineradora para o nome do filho, a equipe de defesa afirmou que o pai realmente não assinou o documento. Ainda assim, segundo ela, João José tem um contrato particular e comprovantes de que comprou as ações de familiares e segue como único dono da mineradora.
Sobre a situação financeira da companhia, a defesa afirma que não pode abrir valores detalhados porque os processos tramitam sob sigilo. A equipe reconhece que João José tem parte dos bens bloqueados.
Segundo a defesa, o empresário adquiriu a Buritirama com R$ 350 milhões em dívidas e geriu a companhia “ao ponto de se tornar uma das maiores do país”. A equipe afirma que, no contrato de venda, além de assumir esse passivo, haveria um compromisso de pagamento de até R$ 150 milhões em dinheiro. Segundo a defesa, restaria um saldo remanescente de R$ 90 milhões, que está judicializado, inclusive em ação pública.
A equipe de defesa sustenta ainda que esse saldo não foi liquidado porque as contas da pessoa física e da pessoa jurídica teriam sido bloqueadas a partir da discussão com bancos, quando o cumprimento do contrato estaria perto de ser concluído, faltando apenas duas parcelas. A defesa afirma ainda que as dívidas que levaram à falência girariam em torno de R$ 1 bilhão, sem informar o valor exato.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Raízen: credores apresentam plano de reestruturação e pressionam por acordo
2
Sauer: conheça a marca brasileira usada por Meryl Streep na estreia de ‘O Diabo Veste Prada 2’
3
Justiça acata pedido da PF e decreta prisão preventiva de MC Ryan, Poze do Rodo e dono da “Choquei”
4
Manobra de IPO reverso revela falha na B3 e deixa investidor sem proteção
5
O que é a Cursor e por que Musk quer comprá-la por US$ 60 bilhões