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Classe & Estilo: L’Oréal avança no Brasil com Prada e Miu Miu e reforça nova era de colaboração no luxo, diz Danni Rudz
Publicado 17/04/2026 • 14:13 | Atualizado há 2 meses
Publicado 17/04/2026 • 14:13 | Atualizado há 2 meses
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A decisão do Grupo Prada de transferir à L’Oréal o desenvolvimento, produção e distribuição de suas linhas de beleza representa uma mudança estratégica no mercado de luxo e fortalece a presença da gigante francesa no Brasil, segundo avaliação de Danni Rudz, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Para a especialista, o principal efeito prático é que o consumidor brasileiro passa a receber lançamentos globais em ritmo semelhante ao exterior. “Os lançamentos acontecem on-time e o Brasil vai se aproveitar disso, obviamente. Teremos lançamentos por aqui acontecendo na mesma medida que lá fora”, afirmou nesta sexta-feira, durante sua participação no quadro “Classe & Estilo” do Real Times, jornal do Times Brasil.
A L’Oréal, considerada a maior companhia de beleza do mundo, registrou 41 bilhões de euros (R$ 241 bilhões) em receita global.
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Na visão de Danni, o movimento mostra que grupos tradicionais de luxo reconhecem competências específicas de parceiros estratégicos.
Ela destacou que a Prada possui forte domínio em moda, manufatura e identidade de marca, enquanto a L’Oréal concentra conhecimento em beleza. “Grandes marcas como o Grupo Prada têm uma expertise muito grande em moda”, explicou.
Segundo ela, ao entregar a operação de beleza para a L’Oréal, o grupo preserva a posse das marcas, mas passa a contar com estrutura global de criação, produção e distribuição. “Eles continuam detentores das marcas, obviamente, só que essa expertise da L’Oréal traz força, foco, mais qualidade, visibilidade e logística”, pontuou.
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Danni destacou que a L’Oréal teve tempo para estudar o posicionamento das marcas antes dos lançamentos.
Segundo ela, a empresa identificou na Miu Miu uma conexão natural com consumidores mais jovens. “Eles entendem e identificam que a Miu Miu é uma marca mais atual, mais jovem, fala muito com a Gen Z.”
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Mesmo com linguagem contemporânea, a especialista ressaltou que o produto continua inserido no segmento de alto luxo. “Não deixa de ser uma fragrância de alto luxo e elegante”, ressaltou.
Para Danni, esse tipo de aliança seria visto no passado como conflito competitivo entre empresas do mesmo setor. “Anos atrás isso seria classificado como concorrência”, afirmou.
Segundo ela, a lógica atual mudou: marcas reconhecem valor umas nas outras e se unem para crescer. “Eu reconheço o seu valor, sei que você opera bem, quero que você faça e juntos nos tornaremos uma potência maior”, resumiu.
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Seguir no GoogleA analista afirmou que o caso traz ensinamentos também para negócios menores no mercado premium brasileiro.
Na avaliação dela, o mundo atual exige modelos mais colaborativos e menos individualistas. “As marcas se olham e entendem o que há de melhor em cada uma, o seu melhor talento, para que possam se unir e caminhar juntas”, disse.
Para Danni Rudz, a colaboração entre marcas é uma tendência internacional que deve se intensificar. “A tendência mundial é a colaboração, o trabalho em equipe, a valorização da expertise do outro”, contou.
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Ela concluiu que esse modelo já começa pelas grandes companhias globais e tende a se espalhar para outros mercados, incluindo o brasileiro. “É um modelo de negócio muito assertivo que começa pelos bigs e que a gente deveria apostar bastante por aqui”, disse.
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