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EXCLUSIVO: Capodarte mira segmento premium e quer quadruplicar número de lojas até 2030, segundo CEO
Publicado 02/07/2026 • 13:00 | Atualizado há 59 minutos
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Publicado 02/07/2026 • 13:00 | Atualizado há 59 minutos
KEY POINTS
Divulgação Shopping Ibirapuera
Fachada da Capodarte no shopping ibirapuera
A Capodarte projeta quadruplicar o número de franquias até 2030, saindo de 50 para 200 lojas no país. A informação foi dada pelo presidente do Grupo Di Santinni, Artur Tchillian, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo o executivo, o cálculo não é aleatório, mas embasado em um estudo de geolocalização feito ainda na gestão anterior, sob o Grupo Paquetá, que apontava capacidade para cerca de 220 pontos de venda no país.
A atual administração optou por um teto menor, reservado ao público de classes A e B que a marca pretende atender.
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Segundo Tchillian, o crescimento até 2030 vai se apoiar no modelo de franquias, o que reduz a necessidade de capital próprio por parte da companhia. O franqueado assume o investimento na abertura de cada loja, enquanto o grupo direciona recursos para a modernização da fábrica.
O executivo relatou que a empresa recebe procura recorrente de fundos de investimento interessados em aportar capital na marca. Por ora, no entanto, o grupo mantém o financiamento com recursos próprios e descarta parcerias externas, salvo se surgir uma oportunidade que faça sentido no futuro.
Entre os critérios para abertura de novas franquias, Tchillian citou a escolha de shoppings e ruas com perfil de público compatível com a marca. Segundo ele, o custo de montar uma loja é o mesmo em um ponto bom ou em um ponto ruim, o que torna a seleção um fator determinante para o resultado da operação.
Por essa razão, o presidente afirmou que a Capodarte não replica o formato de redes maiores, com centenas de franquias espalhadas pelo país. Para o executivo, o público restrito da marca exige presença em locais específicos, o que naturalmente limita o total de lojas viáveis.
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Siga o Times | CNBCQuestionado sobre um faturamento de R$ 270 milhões projetado para 2025, Tchillian negou conhecer a origem do número e afirmou que a companhia não divulga dados financeiros. Segundo integrantes da equipe da Capodarte, a cifra pode ter circulado como projeção antiga, elaborada ainda na gestão do Grupo Paquetá, responsável pela marca antes do processo de recuperação judicial.
O Grupo Di Santinni assumiu o controle da Capodarte em 2024, após a marca passar pela recuperação judicial sob a gestão anterior. Desde então, a atual direção afirma trabalhar na reconstrução da confiança de consumidoras e franqueados.
Segundo o presidente, o processo de reposicionamento da marca começou com entrevistas internas e pesquisa de campo junto ao público consumidor. A nova identidade visual só foi validada após consulta a clientes fiéis, ex-clientes e consumidoras em potencial.
Tchillian afirmou que o objetivo do rebranding é manter a base de clientes já fiel à marca, ao mesmo tempo em que busca atrair consumidoras mais jovens, que não acompanharam o período de maior força comercial da Capodarte antes da crise.
Além da expansão de franquias, a companhia planeja ampliar o portfólio de produtos. Segundo o presidente, pesquisas internas com gerentes de loja identificaram procura por meias de qualidade, item que deve chegar às lojas ainda neste ano como complemento aos calçados.
Jaquetas de couro entram em fase de testes a partir do próximo ano, aproveitando o histórico da companhia com o material. Segundo Tchillian, a extensão de portfólio não representa mudança de foco e a prioridade segue sendo a recuperação do espaço perdido pela marca antes de qualquer avanço maior no segmento de vestuário.
A companhia também projeta abrir a primeira flagship da marca, batizada de Casa Capodarte, com função institucional e comercial.
🔍 Flagship: loja de grande porte que reúne o portfólio completo de uma marca em um único espaço físico, funcionando como vitrine da identidade da empresa para o público e para franqueados.
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