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Nubank supera US$ 1 bilhão de lucro pela primeira vez e amplia receita, clientes e crédito
Publicado 13/08/2026 • 19:29 | Atualizado há 45 minutos
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Publicado 13/08/2026 • 19:29 | Atualizado há 45 minutos
KEY POINTS
Foto: Nubank/Divulgação
Os recursos vão bancar avanços em inteligência artificial, novos produtos, expansão de escritórios e contratações, segundo a fintech.
O Nubank superou pela primeira vez a marca de US$ 1 bilhão de lucro líquido trimestral no segundo trimestre de 2026, ao registrar resultado de US$ 1,06 bilhão. As informações foram divulgadas ao mercado nesta quinta-feira (13).
Em bases cambiais neutras, que eliminam os efeitos das oscilações das moedas entre os períodos, o lucro cresceu 49% em relação ao segundo trimestre de 2025. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) chegou a 33%, ante 28% um ano antes.
O resultado veio acompanhado de expansão da receita, da carteira de crédito e da base de clientes. O Nubank encerrou junho com 139 milhões de clientes, 16 milhões a mais do que os 123 milhões registrados no mesmo período do ano passado.
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A receita bruta atingiu US$ 5,88 bilhões no trimestre, crescimento de 39% em bases cambiais neutras na comparação anual.
O lucro bruto avançou ainda mais, 43% na mesma base, e chegou a US$ 2,44 bilhões. Na comparação com o primeiro trimestre, houve crescimento de 25%.
A receita média mensal por cliente ativo, indicador conhecido como ARPAC, subiu para US$ 17,10. Um ano antes, estava em US$ 12,50. Em moeda constante, o avanço foi de 22%.
Ao mesmo tempo, o custo médio mensal para atender cada cliente permaneceu em aproximadamente US$ 1, reforçando o efeito de escala da plataforma à medida que a base cresce.
A carteira total de crédito alcançou US$ 39,4 bilhões ao fim do segundo trimestre, crescimento de 37% em moeda constante na comparação anual e de 5% sobre os três primeiros meses de 2026.
Os cartões de crédito continuam representando a maior parcela da carteira, com US$ 26 bilhões. Os empréstimos sem garantia somaram US$ 10,3 bilhões, enquanto as linhas com garantia chegaram a US$ 3,1 bilhões.
Na comparação anual em moeda constante, a carteira de cartões cresceu 35%, os empréstimos sem garantia avançaram 45% e o crédito com garantia aumentou 30%.
A expansão foi acompanhada por uma recuperação da margem financeira ajustada ao risco. O indicador subiu de 9,5% no primeiro trimestre para 12,4% no segundo, maior nível apresentado na série recente da companhia.
A receita líquida de juros chegou a US$ 3,69 bilhões, enquanto o custo de crédito caiu 9% em moeda constante na comparação com o trimestre anterior, para US$ 1,69 bilhão.
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Siga o Times | CNBCOs depósitos dos clientes cresceram para US$ 45,3 bilhões, alta de 18% em bases cambiais neutras em relação ao segundo trimestre de 2025.
O Brasil respondeu por US$ 36,4 bilhões desse total, seguido pelo México, com US$ 5,7 bilhões, e pela Colômbia, com US$ 3,3 bilhões.
O Nubank encerrou o trimestre com US$ 9,1 bilhões em posição de capital, incluindo US$ 2 bilhões de excesso de capital nas entidades reguladas e US$ 2,9 bilhões em caixa e títulos na holding.
Os recursos disponíveis para financiamento somavam US$ 41,8 bilhões, diante de uma carteira líquida de crédito de US$ 23,9 bilhões. A relação entre crédito líquido e fontes de financiamento ficou em 57%.
A expansão internacional também ganhou espaço no trimestre.
O Nubank informou que alcançou 16 milhões de clientes no México em julho e se tornou o maior banco digital do país. A operação avançou para um modelo bancário completo, permitindo ampliar produtos como depósitos de salário e crédito.
Segundo a companhia, 35% dos clientes mexicanos não possuíam conta bancária antes de entrar no Nubank e 52% não tinham cartão de crédito.
A instituição já está presente em 98% dos municípios mexicanos, e 78% de sua base de clientes no país vive fora das maiores cidades.
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Na qualidade da carteira, a inadimplência entre 15 e 90 dias caiu de 5% no primeiro trimestre para 4,8% no segundo.
Já os atrasos superiores a 90 dias subiram de 6,5% para 6,9% no período. O Nubank atribuiu a dinâmica a fatores sazonais e à expansão deliberada de crédito, enquanto destacou que os indicadores de cobertura permanecem elevados.
As provisões para perdas esperadas somaram US$ 6,64 bilhões, ante US$ 6,14 bilhões no trimestre anterior.
Mesmo com o crescimento da operação, o índice de eficiência ficou em 19,5%, abaixo dos 21,3% registrados um ano antes. Quanto menor o indicador, menor é a parcela da receita consumida pelas despesas operacionais.
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