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Puma fecha ano com prejuízo e queda nas vendas, mas ações disparam com plano de reestruturação
Publicado 26/02/2026 • 08:20 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 26/02/2026 • 08:20 | Atualizado há 2 meses
puma
A marca de artigos esportivos Puma encerrou 2025 com prejuízo líquido de 643,6 milhões de euros (R$ 3,9 bilhões) e queda de 8,1% na receita ajustada por câmbio, para € 7,296 bilhões (R$ 44,2 bilhões).
Apesar do desempenho financeiro negativo, as ações da Puma operam em alta de 6% na bolsa de Frankfurt, nesta quinta-feira (26), após a divulgação de números que ficaram levemente acima das expectativas do mercado e reforçaram o plano de reestruturação da companhia.
A receita anual superou o a expectativa do mercado de € 7,12 bilhões. O EBIT reportado foi negativo em € 357,2 milhões, melhor que a projeção de prejuízo de € 374 milhões.
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A administração classificou 2025 como um ano do “reset”. A estratégia envolveu redução de canais considerados inadequados para a marca, recompra de estoques no atacado e menor dependência de promoções.
No consolidado, as vendas da Puma caíram em todas as regiões e divisões de produto. O atacado recuou 12,8% no ano, pressionado principalmente pela América do Norte. O canal direto ao consumidor (DTC) avançou 3,4%, elevando sua participação para 32,4% da receita total.
Regionalmente, as Américas caíram 10%. A Ásia-Pacífico recuou 7,4%, com fraqueza na Grande China. A EMEA teve queda de 6,9%.
O quarto trimestre ainda foi marcado por retração, mas o desempenho ficou melhor que o previsto por analistas.
As vendas ajustadas pelo câmbio caíram 20,7%, ante expectativa de queda de 30,2%. No período, o atacado recuou cerca de 28% ano a ano, enquanto o DTC caiu 8%.
A margem bruta do trimestre ficou em 40,2%, abaixo do consenso de 41,1%, refletindo descontos, provisões e ações de limpeza de estoque. Analistas da Jefferies afirmaram que os resultados indicam progresso ligeiramente à frente do cronograma traçado no fim de 2025, embora com impacto relevante na rentabilidade.
No acumulado do ano, a margem bruta da Puma caiu 260 pontos-base, para 45%. O movimento refletiu maior volume de promoções no atacado, provisões para estoques e efeitos cambiais.
O EBIT ajustado foi negativo em € 165,6 milhões. Com efeitos extraordinários, o EBIT reportado atingiu € -357,2 milhões. Em 2024, a empresa havia registrado EBIT positivo de € 548,7 milhões.
O prejuízo por ação ficou em € -4,37, ante lucro de € 1,88 no ano anterior.
A geração de caixa livre foi negativa em € -530,3 milhões. A dívida líquida, excluindo IFRS 16, atingiu € 1,064 bilhão, acima dos € 119,8 milhões registrados um ano antes.
Os estoques encerraram 2025 em € 2,06 bilhões, alta de 2,3% ano a ano. A empresa afirmou que o processo de limpeza está ligeiramente adiantado e projeta normalização até o fim de 2026.
Diante do prejuízo, o conselho da Puma vai propor a não distribuição de dividendos referentes ao exercício de 2025.
Para 2026, a Puma prevê queda nas vendas ajustadas por câmbio em faixa de um dígito baixo a médio. O consenso citado por analistas da Jefferies aponta retração de 3,7%.
O EBIT projetado varia entre prejuízo de € -50 milhões e € -150 milhões, incluindo encargos, ante consenso de € -90,8 milhões.
A empresa já havia indicado que 2026 seria um ano de transição. O plano envolve simplificação do portfólio, continuidade da reorganização interna e redução de cerca de 1.400 cargos corporativos iniciada em 2025.
A estratégia de marca se concentra em quatro frentes: Futebol, com a Copa do Mundo de 2026; Running, apoiado na plataforma NITRO; Training, com a parceria HYROX; e Sportstyle Prime & Select.
Mesmo com queda nas vendas e prejuízo, a reação positiva do mercado sinaliza que investidores enxergam avanço na execução do plano e maior previsibilidade para 2027.
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