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Raízen: quais dívidas da empresa não entram na recuperação extrajudicial?
Publicado 11/03/2026 • 09:10 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 11/03/2026 • 09:10 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Reprodução
Shell e Cosan resistem a novos aportes na Raízen; entenda o impasse
A Raízen protocolou um pedido de recuperação extrajudicial com o objetivo de renegociar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas financeiras, em meio a um processo de reestruturação para melhorar sua estrutura de capital.
A empresa, que é uma joint venture entre Shell e Cosan, busca negociar diretamente com credores para reorganizar seu endividamento e ganhar tempo para estabilizar sua situação financeira.
O plano apresentado pela Raizen já conta com o apoio de credores que representam aproximadamente 40% do valor total da dívida, embora seja necessário alcançar a adesão de mais de 50% para que a proposta seja homologada pela Justiça.
Leia também: Raízen protocola pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 65 bilhões em dívidas
O plano de recuperação extrajudicial apresentado pela companhia em fato relevante envolve obrigações financeiras classificadas como não operacionais, ou seja, débitos relacionados principalmente ao financeiro da empresa e empréstimos.
Entre os principais credores estão instituições financeiras, como Itaú, Santander e Bradesco, além de investidores que detêm títulos de dívida emitidos pela empresa.
A Raízen possui cerca de US$ 5 bilhões em bonds (títulos de dívidas emitidos) no exterior, aproximadamente US$ 5 bilhões em débitos com bancos e outros US$ 3 bilhões em títulos emitidos no mercado brasileiro. Esses valores fazem parte do conjunto de passivos incluídos no plano da empresa.
Apesar do volume bilionário envolvido no processo, algumas obrigações financeiras da empresa não fazem parte da renegociação.
Entre essas obrigações estão dívidas com fornecedores e outros compromissos ligados à operação diária do negócio, que seguem fora do plano de reestruturação financeira.
Leia também: Raízen: quem ganha e quem perde com a crise da companhia?
Mesmo durante o processo de recuperação extrajudicial protocolado, a empresa informou que possuía R$ 17,3 bilhões em caixa no fim de dezembro, valor que pode auxiliar a sustentar suas operações enquanto as negociações com credores avançam.
Os acionistas controladores avaliam um possível reforço financeiro para apoiar a Raízen, incluindo um aporte estimado em R$ 3,5 bilhões da Shell e R$ 500 milhões por meio da holding Aguassanta, ligada ao empresário Rubens Ometto.
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