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2025 registra recorde de empresas em recuperação judicial, mostra Serasa

Publicado 07/04/2026 • 07:54 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Serasa Experian registra recorde de 2.466 CNPJs em recuperação judicial em 2025, alta de 13% sobre o ano anterior
  • Agropecuária concentra 30,1% dos pedidos em 2025, avanço expressivo ante 1,3% registrado em 2012
  • Pedidos de falência recuam 19% em 2025, mas inadimplência de 8,7 milhões de CNPJs mantém alerta para 2026
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Foto: Freepik.

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O Brasil encerrou 2025 com um recorde de empresas em recuperação judicial. Levantamento da Serasa Experian aponta 2.466 CNPJs envolvidos em processos de reestruturação ao longo do ano, alta de 13% sobre 2024 e o maior volume já registrado na série histórica da datatech.

O dado integra o relançamento do Indicador de Falências e Recuperações Judiciais com metodologia atualizada, que passa a diferenciar o número de processos do número de empresas envolvidas. A distinção permite medir não apenas a frequência dos casos, mas o alcance real sobre a base empresarial do país.

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Metodologia amplia precisão do indicador

A atualização acompanha a própria evolução dos processos no país. A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, explica que “historicamente, o indicador funcionava como uma fotografia do momento. Com o tempo, observamos que a dinâmica das recuperações judiciais é mais ativa do que a visão estática permite localizar.”

Um mesmo processo pode reunir diversos CNPJs de um grupo econômico, inclusive inseridos após a data de protocolo, além de passar por mudanças de fase ao longo do tempo. Há ainda casos que tramitam em segredo de justiça, o que exige atualizações retroativas da base.

Com a nova leitura, processos medem o volume de casos na Justiça; CNPJs mostram o tamanho real do impacto sobre a base empresarial.

Volume de processos no maior nível desde 2016

Pela ótica de processos, foram registrados 977 pedidos de recuperação judicial em 2025, alta de 5,5% sobre o ano anterior e o maior volume anual desde 2016. Ao longo do ano, o indicador mensal permaneceu consistentemente acima da tendência histórica, calculada em torno de 53 processos por mês entre 2012 e 2023.

O mesmo movimento aparece na leitura por CNPJs: o número de empresas envolvidas superou recorrentemente a média de longo prazo de 106 CNPJs por mês. Para Abdelmalack, “esse descolamento sugere que a pressão sobre o caixa das empresas, especialmente nos segmentos mais sensíveis ao crédito, continuou significativa, levando mais negócios a recorrer ao mecanismo de reestruturação judicial.”

Agropecuária lidera, indústria perde peso

Na abertura por setor, a agropecuária respondeu por 30,1% dos CNPJs em recuperação judicial em 2025, com 743 empresas, seguida por serviços, com 30% e 739 CNPJs. Comércio representou 21,7% e indústria, 18,2%.

A ascensão do agro é expressiva quando vista em perspectiva histórica: em 2012, o setor representava apenas 1,3% dos pedidos. No mesmo período, indústria recuou de 34,4% para 18,2% e comércio, de 31,2% para 21,7%.

Abdelmalack aponta que o setor opera sob riscos climáticos, biológicos e financeiros que amplificam a volatilidade de receita e caixa. “Em cenários adversos, esses fatores comprimem margens e capacidade de pagamento ao longo de toda a cadeia, do produtor à armazenagem, logística, agroindústria e tradings, elevando a necessidade de renegociação de passivos.”

Falências recuam, mas alerta persiste para 2026

Os pedidos de falência seguiram trajetória oposta: foram 698 CNPJs com pedidos registrados em 2025, queda de 19% sobre 2024 e volume 61% inferior ao de 2012, quando o indicador marcou 1.810 empresas.

Ainda assim, a economista-chefe da datatech mantém cautela para o ano em curso. São 8,7 milhões de CNPJs negativados em janeiro de 2026, com dívida média de R$ 23.138,40 e cerca de sete restrições por empresa inadimplente. “A inadimplência costuma anteceder os movimentos de recuperação judicial, o que nos deixa em estado de alerta para as próximas leituras”, afirma Abdelmalack.

O ambiente de crédito seletivo, Selic em patamar restritivo e eventual desaceleração econômica em 2026 compõem o quadro de atenção monitorado pela Serasa Experian.

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