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EXCLUSIVO: CEO do Bradesco fala de “resultado consistente” com lucro de R$ 6 bi no 2º trimestre
Publicado 31/07/2025 • 10:33 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 31/07/2025 • 10:33 | Atualizado há 7 meses
O Bradesco, um dos maiores bancos privados do país, registrou lucro líquido de R$ 6 bilhões no segundo trimestre de 2025, o que representa um crescimento de 13,5% em relação ao primeiro trimestre deste ano. Em comparação com o mesmo período de 2024, o avanço foi ainda maior: 28,1%. Os dados fazem parte do balanço financeiro divulgado nesta quinta-feira (31).
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, destacou que o resultado reflete um desempenho operacional consistente, com avanço superior a 30% ano contra ano. “Foi um trimestre sólido nos três principais blocos de receita: margem financeira, receita de prestação de serviços e do grupo segurador”, disse.
Segundo Noronha, o banco conseguiu manter as despesas operacionais sob controle, mesmo com os investimentos no projeto de transformação digital da instituição. Houve ganhos de eficiência, principalmente em tecnologia e outras áreas da organização, com uso intensivo de inteligência artificial (GNI). A carteira de crédito também apresentou crescimento, com inadimplência sob controle. O custo do crédito foi considerado adequado, com bons modelos de concessão e foco em linhas de menor risco.
A taxa de inadimplência para atrasos superiores a 90 dias caiu de 8% para 7,9%. O banco também aumentou a presença em linhas colateralizadas, mantendo o perfil de risco sob vigilância.
Noronha avaliou ainda o cenário econômico e monetário do país. Disse que, apesar de a taxa Selic ter sido mantida no patamar atual, de 10,5% ao ano, a expectativa do banco é de queda dos juros apenas no primeiro trimestre de 2026. Caso a inflação convirja antes do esperado, esse movimento pode ser antecipado, mas o executivo avalia que essa chance é menor.
“O Brasil está num pico de taxa real de juros muito alto. Isso tende a desacelerar a economia, e o próprio Banco Central já reconhece sinais de desaceleração. Ainda assim, o nível de desemprego segue baixo”, afirmou o CEO.
Apesar desse cenário, o Bradesco segue otimista com sua operação no país. “Mesmo com a economia desacelerando, estamos muito animados. Nossa operação está consistente com o que foi traçado em nosso plano estratégico desde fevereiro de 2024, que previa crescimento gradual a cada trimestre”, disse.
As despesas administrativas do banco apresentaram crescimento negativo, enquanto as despesas com pessoal cresceram principalmente devido ao pagamento de PLR (Participação nos Lucros e Resultados), reflexo do desempenho positivo no período. Noronha também destacou que o controle de gastos é resultado de iniciativas como a revisão da estrutura física do banco, com ajustes no número de agências.
Ao comentar as tensões internacionais recentes, Noronha afirmou que o banco torce para que as questões diplomáticas envolvendo o Brasil e outros países sejam resolvidas por meio do diálogo. “É o melhor caminho para todos os lados”, disse, sem entrar em detalhes sobre os temas específicos.
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