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Roubo de Cargas: Apesar de queda relevante no Sudeste, região concentra 70% dos casos no país
Publicado 24/02/2026 • 14:05 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 24/02/2026 • 14:05 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Roubo de Cargas mantém concentração no RJ e em SP
O Roubo de Cargas apresentou mudança geográfica relevante em 2025. Embora o Sudeste tenha reduzido sua participação nos prejuízos de 83,2% em 2024 para 68,1% em 2025 – queda de 15,1 pontos percentuais ou 18,1% – a região segue como a mais impactada no país.
O Nordeste manteve participação praticamente estável, passando de 12,2% para 12,8%, consolidando-se como a segunda região mais afetada pelo Roubo de Cargas. Já o Norte registrou avanço expressivo, saltando de 0,9% para 11,2% no período, entrando no terceiro lugar no ranking regional.
Os dados são do relatório “Report nstech de Roubo de Cargas”, elaborado pela nstech com base nas informações das gerenciadoras de risco BRK, Buonny e Opentech.

Leia também: Comsefaz aponta desaceleração real nas receitas dos Estados e alerta para aumento de risco fiscal
No Sudeste, as cargas fracionadas (47,4%) e alimentícias (27,1%) lideraram os prejuízos em 2025. São Paulo respondeu por 44,2% das perdas regionais e o Rio de Janeiro por 37%, mantendo a concentração do Roubo de Cargas nos dois principais polos logísticos do país.
No Nordeste, Bahia (28,4%), Maranhão (24,7%) e Pernambuco (23,8%) concentraram mais de 75% dos prejuízos regionais, indicando foco em estados com forte circulação rodoviária e papel estratégico no abastecimento inter-regional.
No Norte, Pará (62,9%) e Tocantins (37,1%) concentraram os registros. Diferentemente das demais regiões, o Roubo de Cargas no Norte teve maior incidência sobre bens de maior valor agregado. Eletrônicos responderam por 25,8% das perdas, seguidos por higiene e limpeza (7,7%) e cargas fracionadas (7,4%).

A carga fracionada segue como principal alvo do Roubo de Cargas, embora tenha recuado de 52,4% para 50,1% na comparação anual. O segmento de alimentos ampliou sua participação de 20,1% para 26,5%.
Eletrônicos passaram de 6,7% para 7,2%, enquanto medicamentos mais que dobraram participação, de 1,8% para 3,9%. O setor siderúrgico também avançou, de 1,1% para 2,4%.
Segundo Maurício Ferreira, VP de Inteligência de Mercado da nstech, a mudança indica transição para cargas essenciais e de maior valor agregado.

O relatório mostra que o Roubo de Cargas se tornou mais distribuído ao longo do dia. A noite permanece como período de maior risco (30,7%), mas a madrugada caiu de 28,4% para 24,1%.
Em contrapartida, a manhã subiu de 19,7% para 22,4%, reduzindo a diferença entre o período mais e o menos arriscado. A mudança aponta maior incidência em horário comercial.
Na análise por dia da semana, a segunda-feira deixou de ser o dia mais crítico, caindo de 19,6% para 7,9%. A quinta-feira passou a liderar, com alta de 17,1% para 21,6%. O domingo também registrou avanço, de 9,6% para 13,4%.
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Trechos urbanos concentraram a maior parte dos prejuízos em 2025. Os principais registros ocorreram em rotas RJ x RJ (23,9%), SP x SP (22,4%) e SP x RJ (17,2%), que somam mais de 63% do total.
Entre as rodovias, a BR-101 ultrapassou a BR-116 como principal eixo de risco no país. A BR-010 cresceu de 1,1% para 5,2%, e a BR-153 passou de 3,4% para 7,3%, indicando avanço do Roubo de Cargas em corredores estratégicos para o agronegócio e o abastecimento regional.
A nstech informou que manteve taxa de sinistros evitados ou recuperados superior a 70% e registrou redução de 17% na sinistralidade em comparação com 2024.
Segundo a companhia, os resultados refletem maior uso de tecnologia, dados e inteligência artificial para monitoramento e prevenção.

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