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Sigma Lithium anuncia venda estratégica e reforço de US$ 96 milhões no caixa
Publicado 13/02/2026 • 15:49 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 13/02/2026 • 15:49 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Divulgação/Sigma Lithium
Máquina de mineração da Sigma Lithium
A Sigma Lithium Corporation oficializou nesta sexta-feira (13) uma importante expansão em suas operações comerciais no Brasil, marcando o início de seu programa de investimentos para o atual exercício.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a CEO Ana Cabral afirmou que o cenário “mudou bastante, significativamente, porque nós basicamente asseguramos o recebimento cadenciado de cerca de US$ 96 milhões“, o que, segundo ela, trouxe a previsibilidade financeira necessária para a nova estratégia de crescimento e estabilidade no cenário da empresa.
A companhia anunciou a venda de 150 mil toneladas de rejeitos de lítio de alta pureza, com um preço líquido final de US$ 140 por tonelada (cerca de R$ 728, na cotação atual), em um acordo que inclui ainda uma opção de compra para o cliente de adicionais 350 mil toneladas aos preços de mercado.
A executiva reforçou que a entrega desse lítio fino de alto grau técnico é fundamental, destacando que a operação industrial “roda muito melhor com a valorização da commodity no mercado internacional” e o aproveitamento total de cada subproduto gerado.
Essa movimentação garante flexibilidade para a mineradora capturar o mercado em 2026, transformando o que antes era resíduo em uma fonte de receita recorrente. “Ou seja, mudou para nós muito positivamente o cenário da empresa, porque trouxe previsibilidade” para a gestão do fluxo de caixa e para a manutenção dos ativos minerais, permitindo uma geração de valor contínua frente à demanda global por eletrificação.
Além da comercialização dos produtos de baixo teor, a empresa celebrou a ativação de uma linha de crédito rotativo de US$ 96 milhões (R$ 499,2 milhões), lastreada na produção de concentrado de óxido de lítio de alto grau.
Ana Cabral explicou que esse financiamento, estruturado com uma empresa líder na cadeia de suprimentos de baterias, prevê o fornecimento de 70.500 toneladas do produto, ressaltando que “o que há aqui é um pagamento antecipado para uma produção que vai até 70 mil toneladas” com desembolsos vinculados a cada determinação de embarque da produção futura.
Em comunicado oficial, a companhia destacou que essa estrutura fortalece a liquidez imediata para suportar a duplicação da capacidade de produção da planta Greentech, refletindo a confiança do mercado na Sigma. Para a CEO, o movimento “demonstra a confiança do nosso cliente em fazer esse pagamento antecipado“, o que reforça a qualidade superior do projeto, a segurança jurídica do país e o papel da mineradora como protagonista no protagonismo global de minerais críticos.
A comercialização desses materiais é tratada pela Sigma como uma recompensa de sustentabilidade para seus acionistas, possibilitada pela tecnologia de separação por meio denso que preserva a integridade química do cristal. Ana destacou que a operação mineral alimenta a operação industrial, mas as unidades são independentes, afirmando que “a operação industrial consegue rodar sem operação mineral, mas roda muito melhor porque nós estamos consumindo o que chamamos de rocha fresca“, garantindo uma maior integração operacional.
Segundo a VP de Desenvolvimento de Negócios, Marina Bernardini, o sucesso nas vendas pode gerar receitas equivalentes à venda de 70 mil toneladas de concentrado padrão, aproveitando o estoque disponível e a geração anual de 300 mil toneladas. A executiva ressaltou que a demanda contínua apoia a criação de um fluxo de valor adicional, enquanto se mantém o foco nos minerais críticos essenciais para a transição energética e a fabricação de veículos elétricos.
Atualmente, a Sigma Lithium opera em Minas Gerais e já iniciou a construção de sua segunda unidade industrial para dobrar o volume anual, mantendo exposição total à alta dos preços. “Agora nós partimos de volta para focar na operação industrial para dobrar o tamanho da indústria“, concluiu Ana Cabral, enfatizando que a manutenção das margens operacionais e a agenda de descarbonização são prioridades no novo ciclo industrial fortalecido por essa parceria estratégica.
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