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Solfácil capta R$ 1 bilhão para financiar projetos de energia solar no Brasil
Publicado 19/02/2025 • 16:51 | Atualizado há 2 anos
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Publicado 19/02/2025 • 16:51 | Atualizado há 2 anos
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Painéis de energia solar
A Solfácil, ecossistema de soluções solares, anunciou uma captação de R$ 1 bilhão para financiamento de projetos de energia solar em todos os estados do Brasil.
Com essa operação, a Solfácil ultrapassa a marca de R$ 5 bilhões captados via mercado de capitais. A empresa, que lançou o primeiro fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) verde do país em 2021, também ingressou no mercado de CRIs no ano passado, levantando R$ 1,35 bilhão em duas emissões.
O FIDC é um tipo de investimento de renda fixa, cujo rendimento está atrelado a uma taxa previamente acordada. Ou seja, o investidor sabe desde o início a rentabilidade que vai receber ao final da aplicação. Os direitos creditórios, por sua vez, equivalem a outros créditos que empresas têm o direito de receber de clientes.
No último ano, a Solfácil financiou R$ 1,5 bilhão em projetos solares, acumulando mais de R$ 4 bilhões em crédito concedido para mais de 145 mil sistemas solares.
O modelo tem atraído o interesse de investidores. A Solfácil já estruturou 11 veículos de investimento no mercado de capitais, em parceria com os maiores bancos do Brasil e dos EUA, incluindo debêntures securitizadas, FIDCs e certificados de recebíveis imobiliários (CRIs).
Em rodadas de equity, a Solfácil já captou mais de R$ 800 milhões junto a fundos como SoftBank, VEF, Valor Capital Group e Banco Mundial, via IFC.
Para este ano, a empresa já projeta realizar novas captações, acessando o mercado de capitais por meio de títulos verdes. “Este movimento faz parte de nossa estratégia para seguir liderando o setor de energia solar. Além disso, buscamos contribuir significativamente para o financiamento da transição energética do Brasil, alinhando crescimento e sustentabilidade”, diz Guillaume Tiret, CFO e cofundador da Solfácil.
O volume de créditos contratados na plataforma Financiamento Solar, especializada em financiamento para projetos fotovoltaicos de geração própria, cresceu 12,4% em 2024 na comparação com o ano anterior, num total de cerca de 45 mil propostas aprovadas pela empresa no último exercício.
Segundo balanço da empresa, a maior parte dos créditos liberados para instalação de painéis solares nos telhados foi destinada a projetos contratados por residências e empresas localizadas nos estados do Nordeste, com 32,73% do montante nacional. Na sequência, aparecem as regiões:
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Siga o Times | CNBCJá o ranking das cinco cidades que mais contrataram créditos traz, na ordem:
A maior quantidade de projetos solares financiados em 2024 pela plataforma foi de sistemas entre 5,5 kilowatts e 8,2 kilowatts, utilizadas majoritariamente em residências, que representaram 31% dos projetos financiados em 2024 pela plataforma. Nestes casos, a economia para o consumidor varia entre R$ 500 e R$ 800 por mês.
Segundo mapeamento do Meu Financiamento Solar, com base nos dados oficiais da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Brasil registrou a marca de cerca de 547 mil novas residências que instalaram painéis solares em telhados no último ano, com boa parte dos projetos financiados por instituições bancárias e operadoras de crédito.
Para Carolina Reis, diretora do Meu Financiamento Solar, o maior volume de liberação de créditos no último ano reflete o crescente interesso do consumidor em tecnologias sustentáveis e que trazem economia real no bolso. “A queda no preço dos painéis solares nos últimos dois anos, em torno de 60%, tornou o financiamento a melhor opção de aquisição de um sistema fotovoltaico para quem não possui recursos próprios ou não quer se descapitalizar”, diz.
“Nem mesmo o aumento recente na taxa básica de juros no Brasil e as oscilações do dólar conseguiram reduzir o alto ritmo de crescimento da energia solar no Brasil. A conta é muito simples: o retorno de investimento para quem instalar painéis solares varia entre 35% e 45% ao ano, bem acima de qualquer outro investimento tradicional”, afirma Carolina.
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