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Startups na América Latina atraem capital mais seletivo com IA e infraestrutura
Publicado 12/06/2026 • 19:44 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 12/06/2026 • 19:44 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O capital disponível para startups na América Latina ficou mais seletivo, mas também mais híbrido, com espaço para fusões e aquisições estratégicas, private equity, investidores estrangeiros e corporate venture capital. A análise é de Eduardo Libano, superintendente de negócios tech do Itaú BBA, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo ele, depois de um ciclo de maior cautela dos investidores, o mercado passou a valorizar empresas que combinam inovação com eficiência, aplicabilidade e ganho real para o negócio.
“O capital ficou mais adulto”, afirmou. “Ele tem um olhar não só para a inovação, mas para aquilo que de fato traz eficiência, traz ganho real, ou seja, tem aplicabilidade.”
Libano disse que startups latino-americanas já não dependem apenas do venture capital tradicional, mais volátil. Hoje, segundo ele, há alternativas de capital mais estruturadas, com foco de médio e longo prazo.
Entre essas fontes, o executivo citou M&A estratégico, private equity, investidores estrangeiros e corporate venture capital, instrumentos usados por grandes empresas para investir em startups e inovação.
“Ele ficou mais híbrido, ainda que mais seletivo”, afirmou.
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Na avaliação do executivo, a palavra-chave para atrair capital hoje é aplicabilidade. Isso vale tanto para startups quanto para empresas de tecnologia que já cresceram e se consolidaram na região.
Segundo Libano, investidores buscam negócios capazes de resolver problemas concretos, com uso real de tecnologia e potencial de escala.
“Você de fato tem que ter uma aplicação real para aquele problema que você está endereçando”, disse.
O executivo citou empresas como Mercado Livre, iFood, VTEX e Pmweb como exemplos de companhias com origem ou DNA latino-americano que conseguiram combinar inovação, aplicação prática e expansão.
Libano afirmou que a inteligência artificial também entrou no centro dessa avaliação. Para ele, empresas que usam IA de forma integrada às soluções oferecidas aos clientes tendem a atrair mais interesse de investidores.
“Essas grandes empresas possuem muito isso. Elas têm uma aplicação real muito forte e trazem uma inovação no cerne delas”, afirmou.
Libano disse que ferramentas de dados e inteligência artificial também podem transformar a forma como startups buscam recursos.
Segundo ele, a tecnologia pode ajudar empresas a identificar investidores mais alinhados ao seu momento, ao setor em que atuam e à estratégia de crescimento.
O executivo afirmou que a IA pode ser usada não apenas no produto oferecido pela startup, mas também nas demandas internas da companhia, como busca por financiamento, crédito, parceiros ou serviços.
“Você trazer esse tipo de ferramental para a própria companhia é fundamental”, disse.
Para Libano, agentes de IA podem ser treinados para absorver cultura, processos, histórico e dados internos da empresa. Com isso, podem ajudar a encontrar o investidor mais adequado, o chamado smart money.
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Seguir no Google“Buscar quem é um bolso que faça sentido com aquele seu fit, com aquele seu momento, com aquele seu próximo passo. Isso a inteligência artificial pode ajudar muito”, afirmou.
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Ao olhar para o futuro, Libano afirmou que uma das teses mais relevantes para investidores pode estar menos nas aplicações específicas de IA e mais na infraestrutura necessária para sustentar essa transformação.
Segundo ele, a América Latina, antes vista como coadjuvante nesse mercado, pode ganhar protagonismo se conseguir atrair investimentos em data centers, energia, regulação e governança.
“Uma temática que, mais do que uma aposta, é certamente uma visão de futuro é falar de infraestrutura para que tudo isso aconteça”, afirmou.
Para o executivo, investidores interessados no “além da montanha” podem preferir apostar na base que permitirá a expansão da inteligência artificial, em vez de tentar escolher isoladamente quais aplicações serão vencedoras.
Ele comparou essa lógica à corrida do ouro: em vez de apostar apenas na pepita, há oportunidades em quem fornece a infraestrutura necessária para a prospecção.
“A América Latina era meramente coadjuvante e pode passar a ser protagonista”, disse.
Segundo Libano, essa agenda inclui data centers, energia, regulação e governança. Para ele, esses elementos serão necessários para viabilizar o crescimento de soluções ligadas à inteligência artificial, computação e inovação financeira na região.
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